Relato de parto domiciliar: o nascimento da Julia

Relato de parto domiciliar: o nascimento da Julia

Que lindo relato de parto! ❤️❤️❤️ A Sandra conta como foi a chegada da Julia, vem ler!

“Eu disse na aula da Fadynha que segunda feira era o único dia que eu não poderia entrar em TP… Ela explicou que nosso pedido ao universo devia ser sempre na afirmativa já que nossa mente não reconhece o NÃO!!!

Tarde demais… A bebê decidiu vir na segunda feira sim. O dia que meu marido não estava (ele sempre chega no final de semana e vai embora domingo a noite para Araraquara/SP: 600 km daqui do Rio)! !! Ele havia dito, ainda que em tom de brincadeira , no final de semana que não queria ouvir gritos, rs!!!! Então a bebê ouviu e só queria mesmo mulheres por perto…

Fiz mil coisas na segunda feira de preparação da casa e do parto (inclusive penduramos quadros, ganchos no quarto do BB) e já quase 6 da tarde saí de carro para comprar um remédio de cupim que o moço passou na porta dos quartinho dos fundos e a casa ficou com cheiro forte…). Aproveitei para comprar uma florzinha para pôr no meu quarto. Me fechei junto com meu filho no quarto dele e do BB e falei pra Mari que eu não ia saí dali por causa do cheiro… Ela trouxe o lanche para mim e janta para Artur (meu filho de 6anos) e eu descansei na cama dele com os pés para cima (nesse dia não consegui descansar a tarde)! Ao levantar sentir uma dorzinha na barriga. Mas não dei bola… Fomos dormir lá pelas 20 h e 30 minutos. Artur dorme comigo…

Ainda estava no sono leve quando sentir um estouro interno. Percebi que a bolsa havia estourado. Peguei o celular ainda deitada e mandei mensagem para a Fadynha e as parteiras, era 21h e 25 min, mas falei para ficarem calmas que eu ia tomar um banho e tentar descansar. Levantei e avisei a Mari para se preparar que a BB ia chegar… Dei os nomes das parteiras/Fadynha e da fotógrafa para ela liberar na portaria…

Fui para o chuveiro e as contrações já começaram. Entre uma contração e outra deu tempo de solicitar a Mari vários detalhes como tirar Artur da minha cama, arrumar o chuveiro para pôr a piscina, fazer um chá de camomila para eu tomar, etc. ! Saí do chuveiro para solicitar alguma coisa para a Mari mas não consegui chegar e parei no lavabo para fazer cocô… Sabia que era um sinal do corpo para o BB (quase surpresa) chegar!!

Não tive condições de contar o tempo entre as contrações pq estava sozinha no chuveiro quase não consegui enviar o áudio para as parteiras e a Fadynha dizendo: vem rápido que senão não vai dar tempo!!!

Enquanto isso a Fadynha me ligou 2 vezes mas não ouvi! Lá fora uma chuva forte caía limpando tudo para o bebê chegar na Terra. Lembrei, por fim que o chuveiro quente acelerava o TP e saí do chuveiro gritando para a Mari: quero fazer cocô, traz um balde vou fazer aqui no box… Ela questionou e eu reforcei traz o baldinho de areia de Artur. Ela chegou com o balde e, nesse momento, escutei o áudio da Fadynha: saí agora do chuveiro senão vai nascer antes da gente chegar…

Obedeci prontamente. Parece que foi transmissão de informação: eu lembrei que a Fadynha falava isso na aula e ela enviou o áudio falando exatamente isso e que eu deitasse do lado esquerdo e respirasse!!! Mulheres bruxas que, em TP se abrem ainda mais para a comunicação em outros níveis!!!

Respirar… Era a única arma que eu tinha até aquele momento!!! Lembrava de respirar de olho fechado e me entregar ao processo… Já tinha entendido que o bb chegaria na segunda feira mesmo!! Deitei do lado esquerdo em nossa cama e a Fadynha chegou em seguida… Alívio para mim e para a Mari que achou que teria de aparar o bb com as toalhas que eu pedi para ela deixar a mão… Fadynha e suas mãos de fadas começou a massagear minhas costas e arrumou a bola para abraçar enquanto estava sentada no colchão…

Mas não estava confortável! A Flávia parteira chegou e eu pedi a banheira e Fadynha sabiamente disse: “vai dar tempo?” Flavinha disse para não me desapontar: “podemos tentar”… Eu estava incomodada sentada no colchão e segurando a bola e pedi a banqueta… Eu sentei e na próxima contração a cabecinha já veio…

Respirei e disse: não pode ser, não deu tempo!!! Segurava o períneo para não rasgar tudo (essa era a sensação: não pode nascer pois não dilatei, foi muito rápido…!) Tirei a mão e na próxima contração ela veio inteira aparada pela Flavinha enquanto eu era amparada pelas costas pela Fadynha…

Não deu tempo de assimilar toda emoção e intensidade daquele momento tão avassalador… Não deu tempo de chorar eu só gritei: não consegui segurar Fadynha!!! Não tinha condições de apará-la com minhas mãos porque para mim ela veio forte demais, rápido demais, linda demais perto de mulheres mais que maravilhosas…

Com ela no meu colo eu dizia: não é possível! Foi muito rápido… Era 23h e 30 minutos!!! A pequena chegou desconcertando meu controle me mostrando que todo parto é definida pelo bebê no seu tempo, do seu jeito e o que temos que fazer é respirar, se entregar e se der conta e tiver condições, chorar… Eu não tive, estava assoberbada com tanta intensidade da vida, do amor, do poder de nós mulheres, as que parem e as que auxiliam como a Fadynha, as parteiras Flávia e Camila e a Débora que chegou 4 minutos depois do bb!!!

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Meu marido chegou no outro dia, pois depois que viu a mensagem da bolsa estourada, não tinha condições físicas de voltar de carro… E está tudo certo do jeito que foi!!!!

Minha gratidão eterna a todas que me acompanharam no meu empoderamento, que foi na medida para receber mais um raio de luz em nossa vida: Julia que chegou dia 3 de setembro de 2018!!!

E foi numa segunda feira chuvosa sim e foi com mulheres bruxas que amo sim… GRATIDÃOOOOOOOO vida😍💖🙏🏾💫💫💫❤❤❤

(E a placenta veio 50 minutos depois assim que me conectei com a nova energia gritando alto gratidão 3 vezes!)”

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Fotos: Débora Silveira

Relato de parto: o nascimento da Sofia

Relato de parto: o nascimento da Sofia

Hoje a Aline conta em detalhes como foi o nascimento da Sofia! Um parto hospitalar assistido pela enfermeira obstetra Ana Grova.

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Antes de começar descrevendo o meu parto preciso falar sobre o que me motivou a ter um parto normal. Eu era daquelas pessoas que achava que era só fazer uma cesariana e pronto, afinal de contas, pra que “sofrer”, né? Por que sentir dor? Quanto retrocesso, a medicina já está tão avançada! Eu também sou extremamente controladora e planejada, então saber a data de nascimento do meu filho, ir arrumada para a maternidade, sem correria é maravilhoso, a troco de que vou abrir mão disso? Se até o signo do meu filho eu posso escolher, posso escolher o dia e o horário, logo eu que adoro numerologia, rs…

Foi aí que entra minha amiga Ana Grova nesse relato, estudamos juntas desde muito pequenas, fomos grandes amigas na adolescência e ela sempre foi muito estudiosa, passava as férias escolares com livros de anatomia para cima e para baixo, são mais de 20 anos de amizade e muita história para contar, na faculdade ela foi fazer enfermagem e se realizou na obstetrícia e eu fui para a área de comunicação social, especificamente publicidade, nessa fase por conta dos caminhos diferentes nos afastamos um pouco, mas em uma das poucas oportunidades que nos encontrávamos ela me falava sempre com muito amor da sua profissão e foi aí então que conheci a humanização no parto, aprendi tanta coisa e me assustei muito quando me dei conta do quanto nós mulheres estamos sendo vítimas de um sistema desonesto, onde argumentos furados tais como “circular de cordão”, “você não entra em trabalho de parto”, “bebê grande demais”, “mulher pequena demais”…Eram motivos para agendar aquela cesariana desnecessária, por conveniência do médico, mesmo que isso custasse um parto prematuro para o seu filho, pouco importa! O mais importante era que o seu parto não caísse no meio do feriado ou em algum horário inconveniente para o seu médico.

Por orientação da Ana, comecei assistindo o documentário “O Renascimento do Parto” que é maravilhoso para início de conversa e a partir disso mergulhei profundamente nesse universo, comecei a entender bem o propósito da humanização e entendi que o respeito a vida de fato se inicia no parto, li sobre violência obstétrica e percebi que várias pessoas que eu conhecia ao me descrever seus próprios partos haviam sido vítimas de violência obstétrica e elas nem sabiam disso, vi o machismo escancarado quando soube que alguns médicos insistiam em fazer o ponto do marido, ou seja, não existia só problemas com as cesarianas, existiam também os partos normais repletos de desrespeito, foi então que eu entendi que a solução não estava em ter ou não um parto normal e sim ter ou não um parto humanizado e isso sim faz toda a diferença.

Esse trabalho todo de casa eu fiz antes mesmo de engravidar, sou uma pessoa curiosa, gosto de ler e estudar sobre temas variados, então quando engravidei eu sabia exatamente o que eu queria para mim: Um parto humanizado, isso virou um objetivo de vida. Depois que engravidei eu tinha que fazer com que o meu marido embarcasse comigo em tudo isso, pois ter um parto humanizado no nosso país não é simples e nem barato, você precisa querer muito porque é de fato nadar contra a correnteza. No início ele foi resistente, ele ainda não entendia nada sobre o universo da humanização, então tive que trilhar com ele o mesmo caminho que eu trilhei com a ajuda da Ana, assim conversamos bastante, ele assistiu o documentário, fomos a roda de conversa da equipe maravilhosa Parto por Amor que a Ana faz parte e assim ele entendeu e concordou que um parto humanizado era o melhor caminho para o nascimento da nossa filha.

Agora a busca era do profissional, temos um bom plano de saúde e eu já sabia que conseguir um parto normal humanizado pelo plano seria uma tarefa quase impossível e de fato foi, passei por 3 obstetras que “fingiam” que fariam o meu parto normal, mas era só eu apertar um pouco ou até mesmo pedir as taxas de cesarianas daquele profissiona para o plano (agora é lei o plano fornecer esses dados) que eu me assustava profundamente com as taxas que giravam sempre em torno de 96% de cesarianas, além disso não era uma equipe humanizada, então eu percebi que é impossível ter um parto humanizado sem uma equipe humanizada, depois de me informar percebi que não adianta ter bola, banheira, iluminação baixa, música, um espaço incrível…Nada disso faz tanta diferença quanto a escolha dos profissionais que vão te acompanhar, percebi que é mais fácil ter um parto humanizado no Sus, muitas vezes em um lugar feio e com bem menos estrutura mas ter um parto com amor e respeito, isso sim faz toda diferença, o problema é que nem sempre pelo Sus você tem a garantia que vai ser assim, depende da equipe de plantão e da filosofia daquela instituição, enfim…Não estava sendo fácil ser respeitada e poder escolher o parto que eu gostaria através do meu plano, as alternativas estavam bem reduzidas: Ou eu iria para o Sus ou teria que deixar de lado o meu ótimo plano de saúde e desembolsar uma grana em um boa equipe no particular, ainda mais sendo uma gestação de baixo ou nulo risco, por que tanta dificuldade?!?

Foi então que a Ana me indicou uma médica do meu plano que toparia fazer meu parto normal com a humanização que eu precisava, porém eu teria que pagar um valor por fora que eu considerei justo, apesar de indevido, para ter o meu tão sonhado parto normal humanizado e teria de presente a companhia da minha amiga Ana durante todo trabalho de parto (essa foi a melhor parte), por isso eu digo e repito, se você não puder ter o privilégio de ter uma amiga enfermeira obstetra super antenada na humanização, contrate uma equipe humanizada, já deixo aqui minha indicação do grupo Parto por Amor, elas são fantásticas, todas elas, um trabalho que vai no seu íntimo, com música, espiritualidade, amor, muito amor, empatia, carinho, cuidado, segurança e muito profissionalismo, tem um preparo no antes, durante e depois, só vivendo para saber, eu tive um pedaço do grupo comigo (minha amiga Ana) e fiquei maravilhada, de verdade e sem exageros!

Vamos ao parto, eu trabalhei e estudei (hoje faço veterinária) a gestação toda, não parei e me mantive sempre ativa e em movimento, o que me ajudou muito para ter uma gravidez tranquila, quando completei as 38 semanas comecei a ficar muito ansiosa e também as pessoas começaram a fazer algumas cobranças: “Vai nascer quando? ”, “Cuidado para não passar da hora!”…Sabemos que podemos esperar até as 42 semanas e a maioria dos bebês nascem de 40 semanas, mas não tem jeito, a gente sempre cai nessa pilha e sendo mãe de primeira viagem o medo vem com tudo, foi então que comecei a pensar em formas “caseiras” de induzir meu parto, por isso dancei, andei ainda mais e estimulei meu seio até o colostro sair, essa última técnica foi batata, no outro dia durante o trabalho, visitando clientes e andando no meio do shopping, senti um líquido bem discreto escorrendo no meio das minhas pernas e no banheiro percebi que aparentemente minha bolsa havia rompido, fui dirigindo até o hospital (sou dessas, rs) e lá confirmei a bolsa rota, porém no meu caso ela não estourou de uma vez (igual essas cenas de filme), parece que ela apenas rompeu e o líquido foi descendo aos poucos, fiquei extremamente feliz e animada com a notícia, eles ligaram para a minha obstetra que mandou o hospital me liberar para casa, pois nos nossos planos eu entraria em trabalho de parto em casa com meu marido e a enfermeira (Ana) e assim já chegaríamos bastante adiantada na maternidade para não precisar ficar tantas horas lá, esse era o plano perfeito, mas como tudo na maternidade é imprevisível as coisas saíram um pouco do planejado, rs…Fui para casa feliz e animada pois eu sabia que dentro de algumas horas (muitas) eu estaria com a minha filha nos braços, meu marido saiu do trabalho para ficar comigo e eu estava apenas com aquelas contrações de treinamento ou pródromos, como costumam dizer, seguimos as orientação da Ana e andamos bastante pelo nosso condomínio, dancei (ele era o dj , rs..) e não tive nenhuma evolução, quando foi por volta das 21 h a Ana chegou na minha casa com uma mala enorme, cheia das suas “bruxarias” maravilhosas e material de trabalho, rs…

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Ela preparou um chá para ajudar a induzir, fizemos exercícios, escalda pés, mas também rimos e conversamos muito até altas hora, foi tão especial…Relembramos momentos da nossa infância e adolescência, foi lindo! Em um determinado momento, já estava muito tarde, ela mandou eu deitar e dormir, durante toda madrugada ela monitorava os batimentos do bebê e entrava em contato com a minha médica, não poderíamos esperar muitas horas para ir a maternidade pois a médica queria seguir o protocolo de 24 horas de bolsa rota para não colocar o bebê em risco, tem literatura que demostra que poderíamos esperar mais, porém a gente deveria seguir as orientações da médica que a princípio seriam 18 horas e a Ana conseguiu convence-la para aguardarmos pelos menos 24 horas para a indução, tem profissional que aguarda 48 horas, mas isso tudo depende muito da conduta de cada profissional.

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No outro dia por volta das 8 horas da manhã fomos a maternidade e eu continuava apenas com aquelas contrações desritimadas e muito suportáveis, encontramos a minha médica que já estava nos aguardando na porta da maternidade e lá demos entrada na internação, ela tentou a primeira indução com misoprostol, pois não tínhamos muita margem de tempo para aguardar o meu trabalho de parto de forma espontânea ,depois de aguardar algumas horas (cerca de 6 h) eu continuava na mesma e a médica sugeriu a indução com a ocitocina, nesse momento eu ainda estava super de boa, rindo, fazendo exercícios na bola, dancei hip hop, funk e a Ana ali comigo, até dançar, ela dançou e nada de contrações ritmadas, nessa hora eu já estava pedindo a Deus para sentir dor, eu queria dar início ao meu tão sonhado trabalho de parto e via que a coisa não evoluía, eu estava muito dispersa, levando tudo com muita alegria e tranquilidade, foi então que a Ana falou para mim: “Amiga, vai para o chuveiro, fica lá e se concentra, desse jeito que você está não vai rolar!”, era de fato o que eu precisava ouvir, quando entrei no chuveiro com as luzes apagadas ao som daquelas músicas lindas as contrações começaram a ficar ritmadas, nessa hora você percebe o quanto você precisa alinhar a mente ao corpo no trabalho de parto, você precisar entrar no seu universo particular, ali eu descobri como realmente é dolorido e que as contrações reais não se parecem nada com as de treinamento, por isso sempre ouvia dizer: “Na hora que começar você vai saber!” e de fato você sabe, essa é a mais pura verdade, já mandei me levarem para a sala de parto porque eu sabia que já estava evoluindo, isso já era em torno das 18 h, vale lembrar que cheguei às 8 h da manhã na maternidade.

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Ao chegar na sala humanizada começaram a encher a banheira mas eu preferi ir para o chuveiro, meu marido entrou no banheiro comigo e me dava um apoio absurdo, toda vez que as contrações vinham com toda força eu apertava seus braços e agachava de tanta dor e ele me incentivando com frases otimistas e de muito amor, ele não saia de perto de mim nem por um segundo, a música, o ambiente escuro, tudo isso me ajudava demais, a água quente batendo nas minhas costas me davam uma sensação de alívio bem pequena, mas que já me ajudava bastante, ali eu entrei no expulsivo, em alguns momentos confesso que eu pensava ”Meu Deus, onde eu fui me meter!?!”, “será que vai aumentar mais?”, “acho que não vou aguentar”, mas no mesmo momento pensava no quanto havia lutado para chegar até ali e ouvia a voz da minha amiga dizendo “Não vai passar disso, a dor é só essa, aguenta firme, não vai demorar muito!”, em respeito a tudo que eu batalhei para chegar naquele momento, em respeito as pessoas que estavam se esforçando para realizar o meu sonho em nenhum momento eu falei as duas palavras temidas: “Anestesia” (analgesia) e “Me leva para cesária”, mesmo sabendo que ninguém ali iria atender os meus pedidos, especialmente o segundo porque sabiam exatamente como eu queria que fosse, eu não falei e em cada contração forte, eu só pensava “Não é mais uma contração, é menos uma contração”, meu corpo entrava em um ritmo perfeito, era quase uma dança, sentir a força que existe dentro de mim era algo surreal, ali eu comecei a entrar na partolândia, esse lugar existe mesmo, lia isso nos relatos de parto e achava graça, mas eu estive lá, nessa hora você escuta só algumas coisas que as pessoas que estão ao seu redor falam, nem tudo você consegue enxergar , a dor ultrapassa todos os limites mas apesar de muito forte você começa a não lutar contra ela e sim a favor dela, você vira amiga da dor e pensa em quem você ama, pessoas que estão aqui e que já partiram para outro plano, você começa a pensar nas mulheres que você conhece e as que você não conheceu que pariram de forma natural, minha bisavó por exemplo com seus 13 filhos, você pensa em coisas que estavam adormecidas lá no seu íntimo, no meu caso eu não sentia medo, pelo contrário, eu me sentia incrível, nesse momento eu deveria estar liberando uma quantidade absurda de hormônios que já me fazia amar aquele momento e a partir dali a dor fazia todo sentindo, ela era a dor do amor e eu precisava passar por ela para conhecer a minha filha, fazia parte de todo processo…

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A Ana me tirou do chuveiro e me colocou na banqueta com o rebozo preso no teto para que eu pudesse segurar, foi ótimo e ali evolui mais um pouco, nesse momento eu vi que a pediatra entrou na sala e começou a se preparar, senti uma força absurda pois percebi que eu estava perto de segurar minha filha nos braços, nessa hora eu já tinha entrado em contato com meus extintos mais primitivos e já tinha virado “bicho” rs…Nessa hora você abandona qualquer vaidade, você já não liga mais para nada, você só sabe que precisa parir de qualquer maneira. Foi quando ela falou para eu ficar deitada de lado segurando o rebozo que eu já estava na reta final, lembro que nesse momento alguém disse “Ela já está aqui, olha os cabelos”, nessa hora o Rafael começou a chorar de soluçar e eu olhei para ele e me motivei ainda mais em continuar mesmo exausta, faltava muito pouco. Nessas horas eu pensava como era bom ter um marido tão amigo, tão porto seguro, ele me dizia “pode apertar meu braço”, “vamos lá Aline”, “Falta pouco”, “eu te amo”…

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É claro que ele estava com medo, assustado, afinal de contas ele nunca tinha vivido aquilo, mas ele segurou a onda e o meu sonho passou a ser o sonho dele, ele pariu comigo, não largava a minha barriga, não saia de perto de mim, as vezes olhava para a Ana para saber se estava tudo bem e quando percebia que tudo estava dentro da normalidade ele me incentivava cada vez mais (isso fiquei sabendo depois)…Foi então que comecei a sentir o círculo de fogo e a Ana dizia “Vence isso amiga, força!, ta quase!” e de repente , as 20:40 ela veio ao mundo, eu senti que ela saiu de uma vez e no mesmo momento a dor se foi instantaneamente, através das mãos da Ana (que sonho!!!) ela veio ao mundo e logo me entregou a minha Sofia, eu fiquei eufórica, não parava de gritar, beijar…

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Peguei minha filha e ela estava chorando muito e logo que ouviu minha voz parou de chorar e chupou dedo, eu logo disse “Obrigada meu Deus”, “Nós conseguimos minha filha”, “Eu te amo”, “Você é perfeita”, beijei o Rafael e ele chorava muito e dizia “Ela é linda”, agradeci muito a ele , agradeci muito a Deus e ao olhar para o lado percebi que a Ana chorava muito, sujei ela de vernix em um abraço bem apertado e disse “Você é foda amiga, eu te amo, obrigada, obrigada por tudo…”, lembro que eu não parava de cheirar a minha filha, os hormônios já estavam a flor da pele e o amor por ela transbordava, ficar com ela ali no peito agarradinha comigo foi a melhor sensação da minha vida, naquele momento eu já não era mais a mesma, eu já era outra Aline, aquela que deu entrada no hospital havia de fato morrido e dado espaço para uma outra Aline, bem mais segura, decidida e super poderosa, depois de passar por essa experiência eu me senti a mulher mais maravilhosa do mundo, você tem a sensação que é capaz de qualquer coisa.

Cara, que experiência maluca é essa, que dia mágico, ter o privilégio de viver tudo isso não tem preço, senti coisas que nunca cheguei perto de sentir na vida, depois dessa experiência me senti mais segura para exercer a maternidade, no casamento reforçamos ainda mais os nossos laços e percebi que a nossa admiração mutua só aumentou, a forma de olhar um para o outro e ouvir dele “Ainda bem que você me convenceu, foi lindo e foi muito bom poder participar ativamente” e eu também agradeci muito a Ana por me apresentar esse universo, parir e estar atuante não tem preço, passar por essa vida e viver tudo isso foi mágico…

Acho curioso quando as amigas me perguntam: “Aline, mas e a dor?”, hoje eu sei responder: “Não tenha medo, a dor é você!”

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Relato de parto: o nascimento do Artur

Relato de parto: o nascimento do Artur

Kirley Suênia conta como foi a chegada do pequeno Artur! Um parto tranquilo, com pós-parto difícil, mas cheio de acolhimento e amor!

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Não sou aquela mulher que sempre quis parto normal.

A escolha por um parto natural e humanizado foi através da minha doula @thaischen_ e de uma das melhores equipes de enfermeira obstétricas @anagrova e @marizukoff da Equipe @partoporamor decidimos eu e @mika_atleta meu esposo por um parto domiciliar juntamente com essa equipe qualificada e de confiança e é claro sempre pedindo orientação a Deus.
Todo o pré natal foi excelente, minha alimentação e exercícios eu fazia em prol do momento mais esperado. E por ser uma paciente de baixo risco caminhava bem para meu parto domiciliar. Porém nas 36 semanas de gestação fui realizar uma ultra de rotina, ali mesmo recebo o diagnóstico de que meu filho estava pequeno para a idade gestacional, ou seja, ele estava super saudável, porém não estava sendo nutrido o suficiente para mantê-lo na barriga. Aquilo me apavorou, como assim o bebê está bem, sem sofrimento, por que tirá-lo antes do tempo?
Entrei em contato com as meninas, que de prontidão me acalmaram juntamente com minha família, aquilo acabou com meu dia, não aceitava aquele diagnóstico e naquele momento colocava nas mãos de Deus e entramos em oração. Começamos a ver todas as possibilidades, eis que elas me apresentam a Dra Patrícia obstetra humanizada, maravilhosa juntamente com a Dra Angelica (ultra), realizei mais 3 ultras pra acompanhar se ele era um bebê geneticamente pequeno ou com restrição intra uterina. Elas decidiram esperar pra ver se ele ganhava mais peso, o que me encheu de esperança para dar continuidade com meu projeto, porém as possibilidades de um parto domiciliar já não existia mais naquele momento, pois o Artur poderia precisar na hora do nascimento de uma assistência pediátrica e hospitalar,  que em casa seria impossível já que mãe e bebê devem estar sem risco algum. Confesso que fiquei frustrada mas Deus estava me confortando, eu havia entregue nas mãos Dele todas as decisões e minha mãe havia pedido a Deus uma resposta, se realmente fosse pra tê-lo em casa que aquele quadro se reverteria, e Deus respondeu mantendo com o mesmo peso.

 

Na 39° semana fui à uma consulta com a Dra Paty, ela me deu um toque e fez um procedimento que poderia ou não agilizar o trabalho de parto. E funcionou, sai dali numa quinta-feira dia 13 já sentindo leves contrações e fiz mais uma ultra e realmente o Artur não havia ganhado o peso esperado, dali já sabia que não passaríamos das 40 semanas, até a próxima terça iria me internar pra induzir o parto. Mas as contrações continuaram sem ritmo porém cada vez mais dolorosas e assim passei toda a madrugada até o outro dia, com contrações a cada 7 minutos. E eu que achei que eu seria super ativa nos intervalos, iria andar, dançar, agachar e por aí vai, que nada, em todos os intervalos eu só queria dormir e na verdade eu apagava de roncar. No fim da tarde de sexta a Enfa Mariana e a doula chegaram na minha casa, eu já estava exausta e com muitas dores, realizaram todo o processo luz baixa, música, massagem, banho quente, bola, óleos, tudo pra amenizar a dor e sim ajudava, mas na minha mente eu só queria que aquela onda passasse pra eu descansar e dormir novamente.
Confesso que muitas vezes em minha mente vinha a vontade de ir pro hospital e pedir analgesia. Mas não pedi, imaginando como seria ter meu bebê em casa, precisava aguentar até a hora de ir pro hospital. Minha Enfa fez um toque e eu não quis saber, já havia combinado, pois poderia ser frustrante pra eu saber que estava a tantas horas em pródromos e sem dilatação (e realmente estava, depois ela me contou que eu estava com 1cm por mais de 24h)
Eis que chega a hora de ir pro hospital, já estava com 5 de dilatação (soube depois), mas as contrações vinham uma em cima da outra e uma vontade enorme de fazer força e assim foi o percurso até o hospital, minha bolsa estourou e incontrolavelmente fazendo força, estava no expulsivo.
Chegamos 1:27 da manhã de sábado toda equipe já nos aguardava, quase pari em pé, daí surge a banqueta maravilhosa que me deixava mais confortável de cócoras  e a cada contração o Artur estava mais próximo de chegar!

 

Comecei a concentrar a força puxando os braços do Miquéias, quando senti o “circulo de fogo” e eu na partolandia, sentindo meu corpo, não havia mais contrações, somente aquela ardência da cabeça coroando e naquela luz baixa e um clima quente eu só ouvia que ele estava ali e tinha cabelo.  E com o incentivo da equipe eu fui sendo levada pelo meu próprio corpo e em meio a mais uma força, como um foguete as  1:57h do dia 15/09 nasce Artur, lindo, rosado, esbanjando saúde apgar 9 e 10 e eu super preocupada com ele, mas glorificando a Deus pois eu e ele conseguimos da forma natural, aquele cheirinho de parto, todo molhadinho, meu Deus, somos sublimes. Veio direto pro meu colinho sem nenhuma intervenção, pude amamentá-lo, Miquéias cortou o cordão após parar de pulsar.

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A médica foi me examinar, havia uma laceração no períneo, eu não estava sentindo nenhuma dor e claro achei super normal, poderia acontecer e durante o procedimento de sutura ela observou que a laceração também foi interna de grau 4, muito raro de acontecer, um bebê de 2540kg e 46cm pequeno dificilmente causa uma laceração de 4°grau, que me causou uma grande hemorragia, fiquei sendo monitorada durante o procedimento de sutura, foi tão grande que tive que receber uma peridural e esperar os exames de sangue pra saber se eu iria precisar de transfusão sanguínea.
E graças a Deus não precisei.

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Duas semanas após convivendo com uma anemia que me deixou extremamente fraca, com dores de cabeça e muito cansaço que nem meu filho estava conseguindo segurar em pé.
Todo esse susto comigo, mais uma vez pude ver as mãos de Deus sobre a minha vida. Através do meu filho, Deus em todo momento vinha me livrando. Se o meu parto fosse domiciliar essa hemorragia poderia acontecer em casa e eu iria precisar de transferência com urgência. Deus é bom o tempo todo e colocou uma equipe maravilhosa em meu caminho para me orientar da melhor forma. Tenho muita gratidão a Deus pela vida de todos que oraram e clamaram a Deus por nós!
E se me perguntasse qual via de parto eu escolheria? Sem dúvida o natural e humanizado!

 

Toda via de parto tem riscos, as informações que faz você ter escolhas conscientes. As lacerações acontecem, umas simples que nem precisam de pontos e outras como eu tive, raro. Não tem como prever. Eu não me arrependo de nada, realizei um sonho idealizado. Eu creio que tudo tem um propósito e mais uma vez Deus mostrou que Ele faz a obra da maneira que Ele quer e não do meu jeito e vivo o que Ele tem pra mim. E nem tudo que nos leva a viver o melhor, terá um caminho de alegrias.
Confie em Deus e acredita em você.
Toda honra e glória a Deus. Ele tem cuidado de nós!
Agradeço em especial a minha Irmã que em todos os momentos esteve ao meu lado @kennyasoffia

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Relato de parto: o nascimento do Pedro

Relato de parto: o nascimento do Pedro

Hoje é dia de relato de parto! A Karina conta a história do nascimento do Pedro com muitos detalhes, coragem e amor! Vem conhecer!

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A história do meu parto começou há bastante tempo: há 8 anos, quando eu ainda cursava a faculdade de Enfermagem e passei no concurso de acadêmica bolsista da Prefeitura do Rio, optando por ser lotada numa maternidade. Lá me apaixonei pela Obstetrícia (já gostava) e tive a oportunidade de vivenciar o parto mais humanizado e mais lindo que poderia ter visto, assistido pela EO Rachelli Iozzi: parturiente na banqueta, recebendo massagens do parceiro, que estava sentado atrás, quarto na penumbra, parto natural. Saí dali convicta que era aquele tipo de parto que desejaria ter.

Ao descobrir a gravidez, iniciei o pré-natal pelo plano em um projeto “Parto Adequado” e optei por contratar uma enfermeira obstétrica para que pudesse me assistir em casa durante o trabalho de parto, me permitindo ir à maternidade com segurança somente com dilatação bem avançada para evitar a ansiedade de estar no ambiente hospitalar e possíveis intervenções. Escolhi minha EO – Camila Barreto, da equipe Parto por Amor. Escolha mais que acertada!!! Um anjo que entrou nas nossas vidas!!! Super recomendo!!!

Durante a gravidez, cuidei da alimentação, fiz exercícios aeróbicos a partir do segundo trimestre e pilates a partir das 24 semanas. Tive uma gravidez super tranquila, apenas uma lombalgia, que no final comprimiu o nervo ciático, causando muita dor e dificuldade para andar, e uma infecção urinária. Estudei muito sobre parto normal e natural, li vários relatos de parto aqui no grupo e dei muitos textos para meu marido ler. Com 37 semanas, descobri e iniciei a ingestão de 6 tâmaras/dia. Com 39 semanas, comecei a dançar e intensifiquei meus exercícios na bola de pilates. Tudo em busca do meu tão sonhado parto normal, de preferência natural.

No dia 07/09/18, resolvi caminhar na praia para dar uma relaxada e ver se entrava em trabalho de parto. Tirei várias fotos da barriga (foram as últimas, rs). A 00:30 do dia 08/09, minha bolsa estourou. Fiquei chateada, desejava que ela rompesse somente durante o trabalho de parto, tinha receio das contrações não engrenarem e necessitar de indução. Avisei minha EO, ela disse vai dormir, descansar, que daqui a pouco as contrações chegam. Não consegui descansar, fiquei agitada, fui checar as bolsas da maternidade e inventei fazer várias coisas. Às 2h, resolvi deitar, minutos depois tive a primeira contração, levantei, meu marido também, 10 minutos depois, tive outra, e continuei tendo várias de 7 em 7 min, 10 em 10 min. Tentei comer às 4h, não havia jantado e queria comer para ter energia para o parto. Às 4:30-5h, vomitei muito, depois tive outros episódios de vômitos. A dor vinha e eu só queria ficar no meu chuveiro com água quente, um alívio absurdo. Falei com o meu marido: “As dores mal começaram e eu já quero pedir arrego, rs. Com certeza, mais a frente, vou dizer que quero analgesia, que não aguento, você não deixa”.

Às 6h, minha EO chegou, eu estava no chuveiro e lá fiquei. Ela ascultou o coraçãozinho do bebê, tudo ok e só um tempo depois que ela pediu para eu dar uma saída para ela me avaliar, fez o toque, não me disse com quanto de dilatação eu estava e eu também nem perguntei, acho que eu estava me poupando da ansiedade. Depois do parto, descobri que estava com apenas 1 cm de dilatação (ainda bem que não soube antes!).

As horas foram passando, as dores piorando, por algumas vezes eu disse para minha EO e para meu marido que se demorasse mais, eu não aguentaria. Eles me diziam que já estava chegando a hora, mas eu sabia que ainda faltava muito e ficava angustiada, com receio de não conseguir. Apesar disso, em nenhum momento pensei em fazer cesárea. Tenho pavor de qualquer cirurgia denecessária. Mas eu sozinha no banheiro pensava comigo mesma: “Meu Deus, por que eu inventei ter parto natural, que dor é essa?”’ Pensei que todas as mulheres do grupo e eu éramos malucas, que não era possível fazer uma escolha dessas. Rsrs.

Mas mesmo assim, eu continuava no meu chuveiro, saía às vezes, andava, mas quando a dor vinha muito forte, eu corria p/ lá. Recebi massagens maravilhosas da minha EO, aliviaram bastante a dor enquanto eu estava fora do chuveiro. Não consegui fazer os exercícios que planejei, não agachei durante as contrações, eu estava cansada por não ter dormido.

Às 14:30, minha EO fez o toque, mas uma vez fiquei sem saber. Rs. (estava com 7 cm). Voltei para meu chuveiro, e depois ela me disse que era para eu me arrumar para ir p/ maternidade. Saí, mas no fundo achava que não tinha evoluído muito, porque eu não tinha contrações de 5 em 5min, 3 em 3 min.

Chegamos à maternidade às 16h, minha GO me avaliou, disse que eu estava com 8 cm de dilatação (Ufa!), mas que o bebê estava assinclítico e que meu expulsivo demoraria um pouco mais (aí, já não gostei, rs, imaginei, mais umas 5h, não aguento mais isso tudo). Durante o percurso e chegada na maternidade, voltei à minha racionalidade, voltei a conversar com as pessoas, despertei do meu momento e do Pedro.

 

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Fomos para a sala de parto, já cheguei perguntando sobre a banheira. A enfermeira da maternidade começou a encher e só depois dela toda cheia, que começou a aquecer. Perguntei sobre o chuveiro, nessa sala não tinha.

Entrei na banheira sem a água estar totalmente quente, antes tentei agachar com a bola de pilates encostada na parede, mas para mim parece que só a água quente funcionava. Lá fiquei, minha EO colocou gotinhas de lavanda em volta da banheira, fiquei no escuro, não quis escutar minha playlist, fiquei lá de olhos fechados, escutando o barulho da água e com a hidromassagem agindo nas costas, uma maravilha, me reconectei ao meu corpo e ao meu momento e do Pedro.

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Comecei a gritar diferente e minha GO pediu que eu saísse para me avaliar, eu estava com 9 cm e ela disse novamente que o expulsivo demoraria um pouco porque a cabeça do bebê estava posterior. Falou que eu podia voltar tranquila para a banheira. Voltei e em 5 minutos, comecei a ter contrações mais fortes e que me deram uma vontade enorme de fazer força, na terceira, eu disse “eu acho que tô sentindo a cabeça”, minha EO pediu p/ eu levantar, mais uma contração, veio a cabeça e outra o corpinho. Pedro nasceu em no máximo 10 minutos depois que estava com 9 cm, provando que Deus age sobre todas as coisas e a natureza é perfeita. Não sei como, mas evoluí super rápido e o expulsivo foi mega tranquilo! Só Deus mesmo para explicar!

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A partir de então, a dor sumiu e me senti super feliz, e mal pari e já achava que tudo tinha valido super a pena, que não tinha sido nem um pouco ruim, muito pelo contrário. Faria tudo de novo!!! Foi incrível!!! Tive uma laceração parauteral, que necessitou de apenas 1 ponto. Com 13 dias, na consulta pós-parto, o ponto já havia caído e ela estava cicatrizada.

Eu agradeço a todas as mulheres que compartilharam seus relatos aqui no grupo, eu lia uns 3-4 por dia, e com certeza, me ajudariam muito nessa caminhada, me deram o empoderamento que eu precisava para conseguir. Agradeço também a minha EO e ao meu marido, que ficaram comigo durante todo o trabalho de parto, me tranquilizando e me encorajando, e a minha GO, por toda a atenção e carinho dados desde o início do pré-natal.

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Relato parto hospitalar: nascimento do Bento

Relato parto hospitalar: nascimento do Bento

Era domingo, dia de estreia do Brasil na Copa. Começou sutil, com dores totalmente suportáveis. Na parte da tarde já eram cólicas cada vez mais incômodas e a certeza que dessa vez não era alarme falso só aumentava. No início da noite chamei a Márcia, que foi um anjo e que cruzou meu caminho nesse sonho do parto normal.

Fomos pro chuveiro, pq se tem uma coisa que alivia essas dores, eh água quente! Ficamos umas boas e longas horas lá, só eu e Bento. Meia luz, minha mãe colocou JB FM de fundo pra criar um clima… Márcia verifica minha dilatação e a surpresa… 8!!

Partiu maternidade!!

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Meus amigos, até hoje não sei como consegui descer as escadas pra pegar o UBER.

Chegamos na maternidade e fui direto pra sala de parto. Novamente meia luz, chuveiro quente, trilha sonora, duas enfermeiras obstétricas para me acompanhar e minha mãe.

Nesse momento já não fazia mais idéia de que horas eram, mas me lembro que quando amanheceu o dia, eu ainda estava lá… Pedia a Deus coragem pra seguir, na certeza que a cada dor que ia embora, era uma a menos pra sofrer e Bento estava cada vez mais perto de nascer.

Voltei pro quarto e começaram a surgir outras enfermeiras para me ajudar… Já tinham se passado muito tempo eu não tinha mais forças pra nada. E é nessa hora que eu digo pra vocês que o suporte emocional faz toda a diferença. Minha mãe e todas essas moças repetiam incansavelmente “você está indo muito bem!”,” ele está vindo!”, “você consegue, não desiste!” e depois de 30 horas entre a primeira dorzinha na madrugada e a última força que meu corpo era capaz de fazer…. Ele nasceu! E foi a sensação mais maravilhosa de toda minha vida!!

Muito obrigada Marcia (@partoporamor) por todo apoio, carinho, suporte, consolo, conselho, e amor! Você me ajudou a tornar esse sonho possível….

E muito obrigada @tata_cmo@brunacdslima e @natgianini por me ajudarem a trazer meu Bento ao mundo… Vocês foram fundamentais!!

Tenho muito orgulho em dizer que passei por tudo, fui muito bem assistida e tive meu parto natural e extremamente respeitoso em uma maternidade do SUS!!

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Relato de parto domiciliar – o nascimento do Saulo

Relato de parto domiciliar – o nascimento do Saulo

Conhecemos a Taís e o Alex em uma de nossas rodas de conversa. Poderia ser uma história de qualquer outro casal esperando por seu bebê, mas, desde o primeiro dia, vimos que os dois tinham um “quê” de especial: a vontade de entender mais sobre o universo do parto e a força que foram descobrindo em si mesmos ao longo da gestação foram marcantes para nós. Desenvolvemos um vínculo maravilhoso ao longo do processo (e depois também!), por isso é um prazer e uma honra poder divulgar o relato de parto domiciliar dos dois – sim, ambos nos presentearam com suas impressões daquele dia!

Para nós fica a imensa felicidade por este nascimento maravilhoso, que foi do jeito que vocês sonhavam. Agradecemos pela confiança, pelo carinho e por ter permitido que fizéssemos parte desse momento tão especial!  Continue reading

Relato de parto domiciliar – o nascimento da Lisa

Relato de parto domiciliar – o nascimento da Lisa

Que alegria receber mais um relato de parto e, o melhor, no dia do aniversário da mãe! Em comemoração à data, confira com a gente o momento de renascimento da Cris, no nascimento da sua segunda filha, a Lisa:


Eu sou enfermeira e me apaixonei pelo parto domiciliar ainda na faculdade, aprendendo a importância da humanização no parto. Vi tantas mulheres parindo e ficava sonhando como seria o meu. Fui trabalhar em uma maternidade e a cada dia me tornava mais empoderada do que nunca.

No meu primeiro parto, ficamos em casa com enfermeira até o momento de ir para maternidade. Lara nasceu num parto humanizado hospitalar, na penumbra, com música, com a mamãe de cócoras na banqueta sendo sustentada pelo papai. Não houve anestesia nem episiotomia, nem imposição de posição para parir. Teve banheira, sentar na bola, massagem, muito apoio e palavras de incentivo. Foi um parto respeitoso, uma experiência incrível para nós. Ficamos ainda mais seguros para ter o segundo filho em casa.

Lara se aproximava dos seus três anos e começamos a planejar o segundo filho. Fiz os exames de pré-concepção e estava tudo bem. De início Lara não aceitava muito bem a ideia de ter mais alguém na casa. Ela dizia “só a Lalá, mamãe, só a Lalá”.

Viajamos no mês de agosto para comemorar os três anos da Lara. Eu esperava voltar grávida. Como sempre falo “ô tempo que insiste em voar”, chegou dezembro e nada de gravidez.

Os planos de Deus são melhores que os meus. E sim, ganhamos nosso presente de Natal: o teste de gravidez positivo no dia 25 de dezembro! Não conseguia me conter em risos, Fábio todo nervoso perguntado se era sério mesmo, se tinha dado positivo.

Sim, deu!

A essa altura Lara já aceitava a ideia de ter uma irmã – sim, ela só aceitava se fosse uma menina. Desde o inicio, ela sabia que ganharia uma irmã.

Fomos para primeira consulta ansiedade a mil. Nesse mesmo dia, fiz uma USG e, que emoção, Lara pulava de alegria, gritava “olha minha irmãzinha, olha minha irmãzinha!”. E todo mês foi assim, ela sempre ao meu lado.

A gestação evoluiu bem, fizemos alguns planos e, nesse meio tempo, teve mudança de equipe. Quando li o relato de parto de uma amiga, que é Enfermeira Obstetra e teve um parto domiciliar lindo e respeitoso, logo entrei em contato com ela. Queria saber mais detalhes e me informar sobre a equipe que a acompanhou. Foi aí que entrei em contato com a Camila, da equipe Parto por Amor. Conversamos um pouco, ela me convidou para participar de uma Roda de Conversa. E foi na roda que conheci a Marcia Araujo e a Ana Grova, que logo se tornaria minha Enfermeira Obstetra. Marcamos a primeira consulta, conheci a Flávia Dantas e fechamos a equipe que ficaria comigo: Ana e Flávia. Logo tudo foi ficando tão mais leve e não tinha dúvida de que tinha escolhido uma excelente equipe. Flávia e Ana são minhas vizinhas e ainda tinha a Marcia, que também mora bem perto.

Com o pré-natal bem amarradinho, comecei a dar uma atenção a mais ao meu corpo e à saúde, sabia que tinha que estar bem para ter meu PD. Fiquei muito enjoada e indisposta com a gravidez, e não queria passar a gestação toda assim. Comecei fazer hidroginástica e sempre tinha um papo sobre o parto eu ficava feliz em falar que minha filha nasceria em casa. Fez um bem danado pra mim.

Eu não poderia fazer esse relato de parto sem falar delas, amigas queridas que a maternagem me deu. Teve chá de bebê surpresa feito por elas com maior carinho. Como foi emocionante dividir esse momento com vocês, lágrimas, sorrisos e muita conversa boa, estava tudo tão lindo e gostoso. E ainda teve vídeo de quem não pode estar presente. Eu me emocionava a cada vídeo, a cada mensagem recebida.

Nas semanas seguintes, organizei os preparativos para festinha da Lara na escola, a data prevista para o parto era para a mesma semana em que ela completaria 4 anos, imagina meu desespero!

E chama a amiga para ajudar, vamos bater perna em Madureira. Enquanto isso, as outras amigas:

– Sua doida, você esta podendo bater perna com esse barrigão?
– Sim, meninas, preciso caminhar, preciso de movimentos.

E quando a chave do carro caia no chão?

– Não fica se abaixando!
– Meninas, eu preciso me agachar, vocês não sabem como faz bem para o parto.

– E você foi dirigindo? Você é doida mesmo… e até quando você vai dirigir?
– Até o ultimo dia, ué. E se eu estiver aqui na porta da escola e minha bolsa romper, não quero ninguém em desespero, hein. Me levem para casa. Ou melhor eu mesma vou dirigindo porque eu sou dessas!

Comecei contar as luas: com 38 semanas, teve troca de lua e teria outra com 39 semanas e seria uma das melhores, com direito a eclipse lunar e tudo. Na mesma semana, também teve consulta. Conversei bastante com a Flávia sobre esse momento, estávamos bem ansiosos, pois Lara tinha nascido de 37 semanas. Flávia deixou um difusor de lavanda me explicou vários benefícios, dentre eles trazer o equilíbrio que estávamos precisando naquele momento. Ela também me deu um texto lindo para ler.

Comecei a usar a lavanda. Antes de dormir, sentei no sofá, na penumbra, e comecei a ler a carta sentindo a lavanda pela casa, alisando a minha barriga. E fui dormir.

Às três da manhã, acordei molhada, chamei o Fábio para me ajudar e disse que a bolsa tinha rompido. Agora vai! Quando vi, Lara também estava na porta do banheiro. Lembro de dizer pra ela que estava tudo bem. Tomei um banho. Já sentia algumas contrações. Mandei mensagem para as meninas avisando.

Por volta das cinco da manhã liguei para a Flávia, conversamos um pouco e ela ficou de passar aqui em casa pra me ver. Eu não queria voltar pra cama, então comecei a arrumar umas coisas pela casa – e os dois andando atrás de mim.

Eu disse pro Fábio para irem dormir e descansar, porque achava que ainda iria demorar.

– Não se preocupa, estou bem e, qualquer coisa, te chamo.

Lavei a louça, catei alguns brinquedos pela casa, arrumei umas coisas e, entre uma contração, tentava me agachar. Deixei tudo na penumbra, coloquei uma música e o cheiro de lavanda pela casa. Nesse momento, me sentia conectada com a Lisa. Eu precisava desse comento de despedida da barriga. Alisava e conversava com ela. Era uma paz, um momento de plenitude.

Flávia chegou por volta de umas sete: me examinou, auscultou a Lisa e me contou que estava tudo bem, eu estava em pródromos. Disse pra eu tentar descansar.

Fábio e Lara acordaram, tomamos café da manhã. Os planos eram apenas seguir a rotina normal, Fábio ia levar Lara para a escola. Só que por volta de umas nove, as contrações estavam bem intensas eu achei melhor Fábio começar a preparar a banheira e deixar a Lara em casa. Tirei foto deles Lara dentro da banqueta. Ela estava curtindo. Conversei com as meninas pelo telefone e Ana já estava a caminho. Fui para banheira e Lara entrou comigo. Brincou um pouco na água.

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Ana chegou por volta de umas onze. Nesse momento, eu já estava mesmo em trabalho de parto. Contrações bombando, Ana fazendo massagem o tempo todo. Lara sempre vindo conferir entre um grito e outro se sua irmã tinha chegado e eu sempre falando para ela que estava tudo bem.

Flávia chegou e logo me acolheu. Lembro de dizer que queria fazer força. Era uma vontade enorme de empurrar, pedi a banqueta. Fábio apareceu discretamente na porta do quarto foi quando eu chamei ele. Então ficamos ali conectados, ele fazendo massagem e dizendo coisas positivas para mim. Senti que tudo estava evoluindo bem.

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Perdi a noção de tempo ali na banqueta. Ana ficou abaixada na minha frente e eu perguntava se a cabeça da Lisa já estava ali. Naquele momento, eu só conseguia pensar no nascimento da Lara e que, a essa altura, a cabecinha dela já estava ali.

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Mas Lisa ainda não estava – Ana me avisou. Eu fiquei tensa, achando que ainda iria demorar muito. Ana sugeriu então que eu levantasse um pouco, tentasse andar para ver se engrenava novamente.

Eu queria ir para chuveiro e, na porta do banheiro, tive uma contração bem efetiva. Flávia me segurou, tudo começou a acontecer muito rápido e eu finalmente estava na “partolândia”. Tentei sair do banheiro e Fábio estava parado bem na porta, veio outra contração e me agarrei nele. Senti que Lisa tinha descido e não dava mais para esperar. Pedi a banqueta e por pouco ela não nasce comigo em pé! Eu comecei a gritar e, três contrações depois, ela veio, com uma circular de cordão que a Ana tirou.

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Pude contemplar seu corpo junto ao meu, ouvir seu chorinho. E o rosto da Lara em ver a irmã, que presente de Deus! Não existe bênção maior no mundo!

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E foi ali na porta do banheiro que ela resolveu chegar para encher nossos corações de alegria. Só tenho a agradecer ao carinho e respeito das amigas – sim, elas se tornaram amigas para vida inteira, a Ana e Flávia. Toda minha gratidão!

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Relato de parto domiciliar – o nascimento do Vini

Relato de parto domiciliar – o nascimento do Vini

Relato de parto da Priscila sobre o nascimento do Vini em casa, com ajuda do pai e do irmão mais velho.


“Fui chamada de louca algumas vezes por optar pelo PARTO DOMICILIAR! Alguns não falaram, mas seus olhos me mostravam, suas atitudes falavam. Eu sinto tudo, vc não precisa me dizer p saber. Incrível como um parto tão lindo e tão responsável seja tão cheio de preconceito e falta de informação de algumas pessoas. Depois do parto, de louca, me tornei corajosa…super mulher…kkkk, pq aguentei dor sem anestesia…pq aguentei 19horas…..

Se estar rodeada durante todo tempo de profissionais capacitadas é loucura, sou louca!
Se respeitar meu filho, meu corpo é loucura…. sou louca
Tinha elas pra mim, somente pra mim e às vezes nem precisava chamar e elas sabiam que precisava delas! Olhavam pra mim, em meio aquilo tudo e diziam: fala….pode falar, to aqui p te ouvir!

Desculpe, não teria isso em hospital algum! Fui respeitada durante todo processo….
Coisas naturais me encantam, pq não precisam ser forçadas….elas acontecem! Tudo de mais lindo na vida é assim!!!

Meu parto aconteceu da forma mais natural e encantadora possível e não….não vejo como dor física, dor insuportável, dor agonizante….era só meu corpo avisando….era só meu bolota dizendo….mãe, to chegando!!! E isso, essa mudança de visão da dor, do momento, da mágica, não é física!!! É energia, é espiritual….é interna <3
Saíram algumas fotos desse momento mágico p mim e p minha família!! Tem peitos, tem criança nascendo, tem amor….. 😍😍😍😍😍

Mariana Kelly Zukoff e Marcia Araujo, vou parar de dizer q amo vcs…kkkk (mentira vou parar não 😂😂😂) amo msm!

Débora Silveira, ser humano incrível que a Natureza me deu”

Fotos e vídeo: Débora Silveira Fotografia

 

Relato de parto hospitalar: o nascimento do Pedro

Relato de parto hospitalar: o nascimento do Pedro

Cada vez que recebemos um relato de parto, sentimos de novo toda a emoção daquele momento! Com esse não foi diferente e ainda pudemos ver um lindo registro daqueles momentos inesquecíveis! Hoje a Vanessa conta a história da chegada do pequeno Pedro.

Para ver todas as fotos e mais detalhes sobre o parto, acesse o perfil da fotógrafa Débora Silveira.


 

Dia 17/11/17, nossa história de parceria, apoio e cuidado

Às 23h meu trabalho de parto começou discretamente, mas já me roubando o sono.Contrações ritmadas me mostravam que meu corpo e meu filho estavam prontos para essa viagem tão linda.

Pouco tempo depois liguei pra minha amada Enfermeira e amiga Marcia Araújo e dali não nos largamos mais! Que anjos são esses que saem de casa às 4h deixando suas próprias famílias, se arriscando para cuidar do outro com tanta entrega?

A evolução foi rápida, fui acariciada no corpo e na alma o tempo todo com massagem, frutas e sobretudo com palavras de incentivo. Todas as que eu precisava ouvir para acreditar que era capaz.

Como foi vital estar em casa, no aconchego do meu lar e me sentir amparada. Saber que estava bem assistida, me sentindo respeitada e plena.

Às 11h fomos pra Maternidade e, nos momentos tensos de contração dentro do carro, lá estava a mão do meu anjo Marcia estendida pra me dar coragem. Gratidão, gratidão!

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Já na Maternidade como me senti acolhida e segura. Passa um turbilhão na nossa cabeça e quando você pensa em desistir, pensa não ter mais forças, pensa em anestesia (rs), você se encontra com essa força que já mora em você, que estava lá escondida esse tempo todo. Aí você “vira bicho”! Só quer se encontrar com seu maior e mais esperado presente: seu filho.

Quanta emoção, quanto hormônio, quanto amor!

Só tenho a agradecer a você Marcia e a todos do Parto por Amor porque fazem jus ao nome do grupo. Só quem ama muito o que faz e faz com tanto zelo pode se entregar assim.

Obrigada por emprestar seu abraço.
Obrigada pelo ombro quando não tinha mais forças.
Obrigada pela palavra amiga.
Por cada “você vai conseguir”.

Eu consegui, nós conseguimos! Vocês farão sempre parte dessa história, vocês são iluminadas! E só peço a Deus que continue protegendo, abençoando e concedendo muita saúde a vocês. Amo vocês!

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