O atendimento pós-parto

O atendimento pós-parto

É comum a ideia de que a assistência obstétrica termina logo que o bebê (e a placenta!) nasce. Mas não é bem assim: o atendimento e o cuidado com a mãe e o bebê continuam no pós-parto. As consultas puerperais são fundamentais para ajudar a mulher a se recuperar, orientar a família e auxiliar no retorno à rotina.

Na assistência ao parto domiciliar dada pela nossa equipe, são feitas duas visitas no pós-parto e quando o parto é hospitalar, normalmente se faz apenas uma. Cada consulta tem um objetivo específico:

1ª consulta – Ocorre cerca de 24 horas após o parto. Nesse encontro, é feita uma avaliação obstétrica completa, que envolve verificar o sangramento, avaliar a cicatrização em caso de laceração e verificar a recuperação física em geral da mulher. Também avaliamos o bebê e o início da amamentação, além de revisar e informar sobre os primeiros cuidados necessários, como pegar sol, dar banho, tirar dúvidas sobre tempo das mamadas, horas de sono etc. Fora isso, também cuidamos da parte “burocrática”, como a emissão de DNV (Declaração de Nascido Vivo) e caderneta de vacinação.

2ª consulta – Este encontro acontece após 72 horas do parto. Nessa visita, é esperado que a amamentação já esteja em na fase da apojadura, que é a descida do leite, então acompanhamos essa etapa de maneira próxima. Além disso, revisamos novamente a cicatrização (em caso de lacerações) e o sangramento. A família também recebe orientações sobre os exames pediátricos e a primeira consulta com o pediatra, além de saber sobre as principais vacinas. Caso seja desejo da mulher, fazemos carimbo com a placenta e conversamos sobre o parto, cuidando da parte emocional e psicológica dos acontecimentos recentes. Também recebemos um retorno dela e da família sobre a percepção do nosso trabalho.

As visitas no pós-parto são de muita relevância para a nova mãe, mas também para a família mais próxima (marido, avó, ou quem mais for da convivência diária da mãe e do bebê). Nesses encontros, aproveitamos para conversar sobre a importância da amamentação e da rede de apoio, que precisa estar alinhada e dando suporte contínuo ao binômio mãe-bebê.

Esses encontros também importantes para nós, como equipe, e raramente deixamos de conviver com a família depois dessas visitas. Na verdade, o vínculo e a sintonia que se formam no pré-natal são tão grandes que não raro seguimos contato por mensagens, outros encontros, rodas de conversa e até ida aos aniversários dos pequenos!

Cada mulher tem o seu ritmo, seu tempo e forma de adaptação em relação ao papel de mãe e mulher e o retorno à normalidade na sua vida. Os encontros no pós-parto visam acolhê-la e apoia-la em toda essa transformação.

Roda de Conversa: dia 22/10, vamos falar sobre o Parto em Casa

Roda de Conversa: dia 22/10, vamos falar sobre o Parto em Casa

Vamos falar sobre Parto Domiciliar? Vamos nos reunir em mais uma Roda de Conversas e o tema é este tão polêmico e cercado de dúvidas e preconceitos.

Venha relatar o seu parto em casa ou traga as suas dúvidas sobre como é o parto em casa! Imperdível!

Lembramos que o encontro é gratuito e está aberto a toda a família e amigos. Venham!

Roda de Conversa – Parto por Amor
Tema: Parto Domiciliar
Local: Rua Carlos de Vasconcelos, 155/sala 404 – pertinho do metrô da Praça Saens Peña, na Tijuca!
Data: 22/10, sábado
Horário: 09h30
Aberto e gratuito!

20 músicas para o seu parto

20 músicas para o seu parto

Uma das coisas mais gostosas e relaxantes de um parto em casa (ou no hospital, mas que tenha o mínimo de liberdade e respeito) é poder escolher a trilha sonora. Pode parecer supérfluo, mas uma boa música pode te ajudar a relaxar e entrar em contato com os sentimentos e sensações desse momento maravilhoso que é o nascimento de um filho.

Pensando nisso, criamos uma lista com o nosso top 20 das melhores músicas para ouvir ao longo do trabalho de parto. Todas falam de renovação, de chegada, de presença, de amor. E são tão lindas!

Tem mais sugestões? É só contar pra gente que essa lista vai aumentando!

1. Reconhecimento – Isadora Canto
Conhecida nas rodas de gestantes e frequentadores do mundo humanizado, a Isadora Canto fala com a nossa alma. E este é praticamente o hino do nascimento com respeito. Difícil segurar as lágrimas!

2. Espatódea – Nando Reis
A doçura na voz do Nando Reis sozinha já seria suficiente. Mas ele segue nos emocionando: “não sei se o mundo é bom, mas ele ficou melhor quando você chegou”. Lindo e delicado!

3. Anunciação – Alceu Valença
“Tu vens, tu vens, e eu já escuto os teus sinais”. Deixe Alceu Valença embalar o seu parto e sinta seu filho chegando com toda a entrega que essa música convida.

4. Paciencia – Lenine
Para lembrar que cada coisa chega na sua hora, nada está adiantado ou atrasado. Calma, respira e espera.

5. Vilarejo – Marisa Monte
“Peitos fartos, filhos fortes, sonhos semeando o mundo real”, Marisa Monte canta sobre a casa cheia de amor que está à espera da chegada. Maravilhosa!

6. Vieste – Ivan Lins
Mais uma para lembrar que tudo acontece na hora que tem que ser e celebrar quem está por chegar.

7. Tudo Diferente – Maria Gadu
“Todas as trilhas caminham pra gente se achar” é pra fazer qualquer parturiente se encher de força e amor pelo que está acontecendo!

8. As Coisas Tão Mais Lindas – Cássia Eller
A maravilhosa Cássia Eller acaba com o nosso coração, cantando sobre o quão bem-vindo (e lindo!) é o serzinho que está chegando.

9. Pra Você Guardei O Amor – Nando Reis e Ana Cañas
Olha o muso aí de novo! Muito bem acompanhado de Ana Cañas, embala o trabalho de parto de um jeito incrível!

10. Nascer – Isadora Canto
Olha ela aí de novo! Nossa amada chama o bebê pro lado de cá e sua voz macia completa o clima de expectativa e promessa de algo bom.

11. Debaixo D’água – Maria Bethânia
Trilha clássica dos partos, essa canção é forte, profunda, fundamental. Impossível não se emocionar com a letra que fala do ponto do vista do bebê e sua vivência com a água.

12. Acalanto – Adriana Calcanhoto
Pra embalar e cantar pro bebê do lado de dentro (ou de fora!). Uma delícia!

13. Só Tinha Que Ser Com Você – Elis Regina
“Só eu sei quando amor eu guardei, sem saber que era só pra você” – verdadeiro e totalmente apropriado pra esse que você nem viu ainda, mas já ama demais!

14. O Que Você Quer Saber De Verdade – Marisa Monte
Essa é especial pro momento que a força parece ter acabado e você acha que não aguenta mais: liberte-se, entregue-se! “Faça a sua dor dançar, atenção para escutar esse movimento que traz paz”. Coragem, você consegue!

15. Beautiful Boy – John Lenon
Vai ter um menino? Escute esse clássico de John Lennon pra embalar seu amor!

16. She – Elvis Costello
Se for ter uma menina, essa maravilhosa também vai te emocionar muito.

17. Better Together – Jack Johnson
Uma animadinha que diz o mais importante de tudo: estamos melhores quando estamos juntos! Pra dançar com o maridão e relaxar das contrações com um sorriso no rosto.

18. Eu sei que vou te amar – Tom Jobim
Na voz de Caetano Veloso, esse hino ao amor fica ainda mais lindo. “Eu sei que vou te amar por toda a minha vida” é apenas tudo que uma mãe pode cantar para um filho, não é não?

19. Dia Branco – Alceu Valença
Vem, bebê! “Se você quiser e vier pro que der e vier comigo.” Uma promessa de amor pro seu filho!

20. Sabemos Parir – Rosa Zaragosa
Por último, mas não menos importante: você sabe parir, você vai parir. E essa música vai te lembrar disso 😉

Roda de Conversa: dia 30/04 vamos falar sobre os acompanhantes na hora do parto

Roda de Conversa: dia 30/04 vamos falar sobre os acompanhantes na hora do parto

É com muita alegria que anunciamos que a Roda de Conversa Parto por Amor agora também está na Tijuca!

No sábado, dia 30/04, às 10h, vamos conversar sobre os acompanhantes na hora do parto e sua importância fundamental. Vai ter relato, vai ter evidência e muito amor para compartilhar! Quem vem?

Para participar, basta confirmar a inscrição mandando um e-mail para partoporamor@partoporamor.com.br.

O encontro é gratuito e aberto a todxs interessadxs!

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Entenda o papel da Enfermeira Obstetra no pré-natal, parto e pós-parto

Entenda o papel da Enfermeira Obstetra no pré-natal, parto e pós-parto

Fala-se muito sobre parto humanizado, uma opção de nascimento em que a mulher é respeitada e participa de todas as decisões a respeito do seu corpo e o do seu filho. Uma alternativa cheia de confiança, dignidade e carinho é, no mínimo, muito interessante para todas que querem viver esse momento com toda a plenitude que ele merece.

Apesar de muito se discutir sobre a humanização do parto, pouco se sabe sobre isso na prática, principalmente quando a assistência não é dada através do modelo mais tradicional no Brasil, por um obstetra, mas sim por enfermeiras obstétricas. O atendimento por enfermeiras obstétricas não só existe como é uma opção segura e legal para pré-parto, parto e pós-parto. Para esclarecer todas as dúvidas a respeito deste modelo de atenção, reunimos aqui as principais questões que surgem todos os dias na nossa caixa de mensagens.

Lembrando que cada assistência funciona de uma maneira, então é importante tirar todas dúvidas com a equipe que você pretende contratar antes de decidir quem acompanhará a sua gravidez. Aqui nós falaremos sobre como trabalhamos normalmente, mas alguns detalhes podem variar de acordo com o profissional.Nascimento Naomi-17Nascimento Naomi-126

Enfermeira obstétrica pode fazer pré-natal?
Sim, a enfermeira obstétrica pode acompanhar um pré-natal sem problemas e possui respaldo legal para isso. No nosso caso, temos um consultório onde podemos atender as gestantes e, em casos particulares, atendemos em domicílio. Os encontros são mensais até a 34a semana e depois disso tornam-se mais frequentes, conforme preconizado pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Nas consultas de pré-natal, fazemos o acompanhamento físico completo da grávida, que inclui pesá-la, medir a altura uterina, verificar a pressão arterial, fazer a ausculta do feto, entre outros. Além disso, tiramos dúvidas, conversamos sobre o que aconteceu no período e aproveitamos os encontros para criar vínculo.

Nascimento Naomi-126Por que é importante criar vínculo?
O vínculo entre os profissionais de atendimento ao parto e a gestante e seu acompanhante é fundamental. Isso porque a relação de confiança e entrega necessária na hora do parto não acontecem de uma hora para a outra, são construídas ao longo do tempo. A gente acredita que uma mulher tem a capacidade de parir com mais tranquilidade e segurança quando ela está plenamente confortável com quem a está atendendo – e o contrário também é verdadeiro. Nós também precisamos conhecer a mulher e sua família, saber de seus anseios, desejos e medos. Só assim poderemos estabelecer a relação necessária para fazer um atendimento completo e satisfatório. Por isso, é essencial que o pré-natal com a nossa equipe comece o mais cedo possível.

Nascimento Naomi-7Qual é a formação da enfermeira obstétrica? Por que escolher esse modelo é bom para o meu parto?
A enfermeira obstétrica tem a formação completa necessária para atender a gestante de baixo risco (ou risco habitual). É um atendimento integral, tanto voltado para a parte técnica quanto para a parte psicológica da grávida. A EO possui a formação técnica necessária para acompanhar a gravidez, identificar eventuais problemas, conduzir pré-natal, parto e pós parto. Ao mesmo tempo, ela também tem uma formação diferenciada, voltada para o entendimento do fisiológico da grávida; ela entende que gerar e parir é um processo natural e único, protagonizado pela mulher. Para que esse processo funcione sem problemas, a gente entende que a gestante precisa estar empoderada, ciente de sua responsabilidade e participação no processo. Assim, uma equipe alinhada com essa mulher tende a ter resultados melhores, partos satisfatórios com menor chance de intercorrências. Entendemos que as intervenções só são bem-sucedidas caso estritamente necessárias e em comum acordo e corresponsabilidade com a gestante; tudo isso em um contexto de apoio, confiança e compreensão mútuos.

A enfermeira obstétrica pode pedir exames e ultrassons no pré-natal? Ela sabe interpretar os resultados?
Sim, ela pode pedir todo tipo de exame necessário durante o pré-natal e é preparada para analisar os resultados.

E se algum resultado apontar risco? Devo seguir fazendo pré-natal com a equipe de Enfermagem Obstétrica?
Se algum resultado de exames ou mesmo de exames clínicos apontar para risco, a gestante será encaminhada para atendimento com o médico, em alguns casos até mesmo para fechar o diagnóstico. Dependendo dessa avaliação, a gestante pode retornar para o pré-natal com a EO – caso o risco tenha sido descartado. Caso a situação de risco tenha sido confirmada, ela dará continuidade ao pré-natal e ao parto com o médico.

A enfermeira obstétrica vai sozinha para a minha casa no trabalho de parto? Como é formada a equipe?
Nós somos uma equipe formada por 6 enfermeiras obstétricas e cada gestante é assistida por uma dupla. Tanto o pré-natal, quanto parto e pós-parto será atendido por essa dupla, com raras exceções – problemas pessoais urgentes de última hora. Caso aconteça alguma intercorrência no dia do parto com alguma integrante, outra EO da equipe assumirá o lugar dela. Nesse sentido, é importante que a gestante conheça a equipe toda e isso é possível nas nossas Rodas mensais de conversa, por exemplo. De qualquer maneira, o atendimento é sempre em dupla.

Como é o apoio psicológico na hora do trabalho de parto e parto?
A gente entende que esse momento é da mulher, então fazemos o possível para que ela se sinta confortável, acolhida e respeitada durante o trabalho de parto e parto. Com a criação do vinculo ao longo do pré-natal, é possível saber como cada mulher prefere ser tratada e, durante o trabalho de parto, ajudá-la e apoiá-la para que aquele momento seja de total segurança e importância. Além disso, usamos tecnologias não-invasivas para aumentar o conforto e o alívio da dor, como óleos essenciais, massagens, controle da luminosidade (normalmente o ambiente em penumbra facilita a evolução do trabalho de parto), banhos de imersão, banhos em água morna, incentivamos a deambulação, levamos a banqueta de parto para que a grávida tenha mais opções de posição, fazemos a técnica do rebozo e estamos atentas a tudo que a mulher possa precisar naquele momento.

Depois do parto, a EO sabe como atender o bebê?
Sim, a enfermeira obstétrica é capacitada para o primeiro atendimento ao bebê. Ela faz o exame físico completo, verifica os reflexos primitivos e sua vitalidade, além de orientar a mãe sobre os primeiros cuidados e amamentação. Caso seja identificada alguma alteração no bebê que não caracterize uma urgência ou emergência, é cogitada uma consulta com um pediatra. Se o caso for de urgência/emergência, a equipe providencia a transferência no menor tempo possível. Mas, no geral, esse tipo de situação é muito rara e as questões que surgem são resolvidas com a equipe de enfermagem obstétrica.

No pós-parto, quantas visitas da equipe eu tenho direito? Até quando vai o acompanhamento?
Após o parto, a equipe faz geralmente duas visitas, a primeira 24 horas após o nascimento e a segunda com 72 horas. A partir daí, o bebê deve ser atendido pelo pediatra de escolha da família e a mãe pode fazer o acompanhamento periódico com seu ginecologista.

Para saber mais sobre segurança do parto domiciliar, clique aqui.

Considerações sobre parto domiciliar e segurança: o que Veja não te contou

Considerações sobre parto domiciliar e segurança: o que Veja não te contou

Na semana passada, a Veja divulgou as conclusões de um recente estudo publicado no New England Journal of Medicine, que analisou 80 mil nascimentos no estado americano do Oregon entre 2012 e 2013. Como é frequente na mídia atual, é fácil notar o esforço para chamar a atenção do leitor de forma negativa. O título sensacionalista, o conteúdo raso da matéria e as conclusões apressadas e sem suficiente base cientifica que as sustente estão presentes na rápida nota que afirma que partos hospitalares são mais seguros que partos fora do hospital (em casas de parto ou em domicílio).

Notícias que se posicionam contra o parto humanizado e a autonomia da mulher na hora do nascimento de seus filhos não são novidade, mas elas abalam a confiança de muitas que estão em busca de informação e em processo de empoderamento para parir com respeito. Nesse sentido, é importante analisar o estudo que deu origem à tal matéria e pontuar algumas questões fundamentais:

– Nos Estados Unidos, país em que o estudo foi realizado, o parto domiciliar não é oficialmente aceito, encorajado e não está integrado ao sistema de saúde local. Logo, se uma mulher precisa de assistência médica no seu processo de parto ou após o nascimento do bebê, as equipes não só não estão devidamente preparadas para recebê-la e a comunicação entre médicos e midwifes (parteiras) não é satisfatória e regulada. Essa questão pode definir desfechos ruins;

– Nos Estados Unidos, as midwifes não precisam de graduação em enfermagem ou obstetrícia para conseguirem certificação. No Brasil, para atender um parto, somente alguns profissionais de saúde específicos possuem respaldo legal e preparação adequada (veja aqui quais são);

– Muitos partos incluídos no estudo, embora previamente planejados, não foram acompanhados por profissionais experientes e devidamente qualificados para tal. São considerados partos desassistidos, ou seja, não assistidos por profissionais de saúde com preparação formal. Existem diversos estudos em outros países em que as parteiras (as midwifes) que acompanham partos domiciliares têm seu trabalho integrado ao sistema de saúde e sua formação é baseada em exigências que as qualificam para este tipo de atendimento. Nesses países, os resultados demonstram que partos domiciliares planejados, em gestantes de baixo risco (risco habitual), assistido por equipes preparadas e certificadas, têm desfechos ainda melhores que os partos hospitalares;

– Uma parte do estudo leva em consideração recém-nascidos com óbito até 28 dias, sendo que, para configurar óbito perinatal, são considerados apenas 7 dias;

– O número de casos de partos domiciliares considerados é pequeno demais (cerca de 1900 partos). Uma vez que o número de desfechos é considerado usando recortes de, no mínimo, mil casos, esse número de análises pode enviesar as conclusões do estudo;

– Muitos casos de partos domiciliares presentes nesse estudo não são de baixo risco e não deveriam ser planejados para acontecer em domicílio. Bebês em apresentação pélvica, mulheres com diabetes, hipertensão e demais complicações optaram pelo parto em casa quando deveriam ter sido encorajadas a parir naturalmente no hospital;

Concluir rapidamente que parir no hospital é mais seguro que o parto domiciliar é roubar da mulher o direito de tomar essa decisão. Cabe ao profissional de saúde analisar cada caso, verificar o risco de cada gestação e informar a mulher para que ela decida, em corresponsabilidade com o profissional de saúde, o que prefere para o seu parto. É necessário fazer uma leitura mais imparcial de cada estudo e aplica-los à realidade de cada uma. Isso é humanizar o atendimento.

Também é fundamental que as mulheres saibam que, em caso de intercorrências, existem protocolos específicos e bem detalhados que são seguidos por qualquer equipe devidamente preparada para a assistência ao parto. Parir em casa não significa abrir mão da segurança, pelo contrário, equipes que atendem esse tipo de parto têm atenção especial voltada aos revezes que por ventura surjam. E não só na hora do parto, como durante todo o pré-natal. Qualquer elemento que sugira risco é imediatamente verificado, estudado e solucionado – e a solução pode ser a contraindicação do parto domiciliar, uma transferência ao longo do trabalho de parto ou mesmo intervenções de suporte à vida caso haja necessidade.

Para saber mais sobre a segurança do parto domiciliar planejado e as referências usadas para este texto, acesse:

É seguro parir em casa?
Resposta da Dra Melania Amorim – Facebook
Parto Domiciliar: direito reprodutivo e evidências
O mito do parto hospitalar mais seguro para gestações de baixo risco
Estudo diz que parto caseiro é mais seguro que o de hospital
Planned Out-of-Hospital Birth and Birth Outcomes, The New England Journal of Medicine

É seguro parir em casa?

É seguro parir em casa?

A cena é clássica: a grávida começa a ter dores e contrações, grita, se contorce, faz um alarde desesperado e assusta todo mundo que a rodeia, até que todos rumam apressadamente para o hospital mais próximo. Quantas vezes você já assistiu a essa cena em novelas e filmes e acha que é assim na vida real? O nascimento de um bebê é encarado como um evento médico, um problema a ser resolvido – o mais rápido possível – dentro de uma instituição hospitalar, com todo tipo de tecnologia e profissionais à disposição.

Mas, para a surpresa de muitos, o parto é um evento fisiológico. O que isso quer dizer? Que assim como comer, respirar, fazer sexo e ir ao banheiro, por exemplo, parir é algo que a mulher é capaz de fazer sozinha, seguindo os comandos naturais de seu próprio corpo, sem que ninguém precise ensinar, resolver ou medicar. Em alguns casos, a grávida realmente precisará de um suporte hospitalar, médicos e tecnologias, mas, na maioria dos casos, não.

Nesse sentido, o parto domiciliar aparece como uma ótima escolha para as grávidas de risco habitual (ou seja, as de baixo risco). Ter o bebê em casa é uma opção segura, confiável e bastante respaldada por estudos recentes. E, antes de achar que parir em casa se trata de uma nova moda, é importante lembrar que bebês nascem em casa há séculos e foi assim que a humanidade se tornou o que é hoje. A evolução da medicina veio como um presente, afinal, pode salvar as mulheres que possuem complicações em suas gestações, mas essa evolução não invalida a opção de parto domiciliar como uma escolha segura para as grávidas que não tenham qualquer tipo de problema.

Quem pode parir em casa?

Para ter o bebê em casa, a gravidez precisa ser de baixo risco, o que significa não ter nenhuma doença prévia, como diabetes e hipertensão. Além disso, a gravidez também precisa transcorrer sem nenhum tipo de complicação. É recomendado que o pré-natal seja feito com a equipe que dará assistência ao parto, desde o primeiro trimestre, assim se faz uma construção sólida de vínculo com a equipe. Isso é fundamental para o parto em casa, já que a confiança é essencial para o bom andamento do processo. Através desse acompanhamento periódico, a equipe vai monitorar a saúde da gestante através da realização de exames clínico e obstétrico e da avaliação de exames laboratoriais.

Caso qualquer tipo de problema seja identificado, a orientação é que essa gestante seja encaminhada para um acompanhamento pré-natal com profissional médico. O parto acontecerá no hospital e, dependendo do caso, pode ser um parto vaginal e inclusive natural, ou seja, livre de intervenções. Isto dependerá do quadro clínico e obstétrico da parturiente e da avaliação médica na ocasião. Essa recomendação de mudança do local de parto pode ser feita durante ou pré-natal ou mesmo ao longo do trabalho de parto.

shutterstock_99350009Chegou a hora do parto. E agora?

Não é preciso morar ao lado do hospital para parir em casa, porém é de fundamental importância a definição de um “plano B” previamente. Este plano inclui a escolha de uma maternidade caso seja necessária a transferência e do médico de backup em caso de maternidade privada.

Também não é necessário ter uma ambulância equipada com UTI estacionada na porta de casa quando se opta por um parto domiciliar. A equipe que irá fazer o acompanhamento leva os equipamentos necessários para dar assistência de emergência à mãe e ao bebê em casa, caso seja necessário. É importante esclarecer que muitas intercorrências são causadas por intervenções iatrogênicas hospitalares (uso indiscriminado de ocitocina sintética, ruptura artificial da bolsa, puxos dirigidos, entre outros). Cada intervenção desnecessária – extremamente comum em ambientes hospitalares – aumenta o risco de complicação no parto. Portanto, o parto domiciliar, em sua essência, deve ocorrer livre de quaisquer intervenções.

Outro fator importante a ser considerado é a forma com que os profissionais que dão assistência ao parto domiciliar trabalham. A observação e o monitoramento criterioso e minucioso da mulher e do bebê durante o trabalho de parto é um instrumento valioso para identificação de algum sinal de risco. Uma vez identificado um problema ou um potencial problema, é avaliada a possibilidade de transferência hospitalar com tempo e segurança.

No caso da transferência acontecer, nem sempre a equipe de parto domiciliar poderá continuar assistindo à parturiente, isso dependerá da instituição escolhida. Em alguns locais, somente é permitida a entrada de um acompanhante. Por isso, a importância da definição de um bom “plano B”. Além de realizar uma transferência com segurança, ter um profissional médico de backup facilita o acompanhamento, fora o fato de que o histórico da gestante já será conhecido pelo profissional que irá atendê-la. Porém, é importante salientar que, mesmo com o plano B, uma vez internada em um hospital, as condutas são definidas pelo profissional da maternidade e não mais pela equipe de parto domiciliar.

O parto domiciliar é seguro?

Ainda que o assunto esteja em alta ultimamente, o parto domiciliar planejado ainda é pouco praticado no Brasil. Somente em Belo Horizonte, MG, existe um modelo de acompanhamento de partos em casa pelo Sistema Único de Saúde, o SUS (1). Fora isso, os planos de saúde não cobrem esse tipo de parto, o que se pode conseguir é um reembolso dos valores gastos. Mas, no exterior, em especial na Europa esse tipo de parto é mais comum e diversos estudos comprovam sua segurança. Em um artigo escrito por Judy Cohain, CNM, ela destaca 17 estudos realizados ao longo dos últimos 15 anos demonstrando que o parto domiciliar planejado é mais seguro para mulheres de baixo risco do que o parto hospitalar. Em 12 dos estudos, as taxas de mortalidade perinatal (óbitos que ocorrem antes, durante ou imediatamente após o nascimento) ou foram inferiores ou similares para o parto em casa, enquanto as taxas de morbidade materna foram significativamente mais baixas, em comparação ao parto hospitalar (2).

Isso quer dizer que o parto domiciliar, para gestantes de baixo risco, é mais seguro que o parto hospitalar.

Além disso, as mulheres que optam por esse tipo de parto relatam uma satisfação grande – 97% das mães avaliadas se declararam muito satisfeitas e pouquíssimas sofrem qualquer tipo de intervenção – 4,7% de analgesia peridural, 2,1% de episiotomias, 1% de fórceps, 0,6% de vácuo-extrações e uma taxa global de 3,7% de cesarianas (3). São partos que dão certo, têm bons desfechos e não se tratam de aventuras ou falta de responsabilidade de quaisquer dos envolvidos. Além desses, existem outros estudos e evidências respaldando o parto domiciliar como uma excelente opção para quem deseja um atendimento mais humanizado e no conforto de casa (4).

shutterstock_119182921Para se ter segurança no parto em casa, é preciso:

1. Ser uma gestante de baixo risco;
2. Fazer o pré-natal adequado;
3. Escolher bem a equipe que fará o acompanhamento;
4. Traçar um plano B detalhado, em conjunto com a equipe

A escolha do local de parto é um direito reprodutivo da mulher e, portanto, ela deve ser respeitada e acolhida nessa decisão, independente de qual seja. Escolher parir em casa não significa um retrocesso ou falta de responsabilidade, já que há evidências científicas suficientes que demonstram a segurança do parto domiciliar.

E, por fim, a mulher deve se sentir confortável e livre para tirar dúvidas, mudar a equipe que tinha até se sentir totalmente à vontade com a opção escolhida, dar sugestões, concordar e discordar das condutas propostas. Ela deve sempre ser vista como a protagonista desse processo e saber que seus sentimentos a respeito das decisões sobre o parto são fundamentais para que tudo corra bem.

(1) http://www.sofiafeldman.org.br/2015/01/05/sofia-comemora-um-ano-de-parto-domiciliar/
(2) http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/guest-post-o-mito-do-parto-hospitalar.html
(3) “Outcomesofplanned home birthswithcertified professional midwives: largeprospectivestudy in North America” http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/330/7505/1416?ehom in http://guiadobebe.uol.com.br/parto-em-casa-e-seguro/
(4) British JournalofObstetricsandGynecology (2009) – Perinatal mortalityandmorbidity in a nationwidecohortof 529,688 low-riskplanned home and hospital births. http://www3.interscience.wiley.com/journal/122323202/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0

Entenda a dor do parto

Entenda a dor do parto

Um dos maiores medos que envolvem a decisão por um parto natural é a questão da dor. Não há dúvidas de que o nascimento com um mínimo de intervenções é o que há de melhor para o bebê e a mãe, mas o medo da dor é um dos grandes fatores que podem distanciar a mulher de efetivamente parir. Diferente de qualquer outra dor no corpo, a dor do parto é intermitente, progressiva e sua percepção é extremamente pessoal – existem mulheres que relatam muito sofrimento e outras que dizem ser absolutamente tolerável.

A dor percebida durante o parto está associada às contrações uterinas que fazem o colo do
útero dilatar e conduzem o bebê no trajeto do parto. Mesmo assim, muitos outros fatores estão ligados a maneira que cada mulher vai perceber a dor, e eles vão além de questões somente físicas, como o limite individual de cada uma, desconhecimento do ambiente, desejo e aceitação da gravidez, desejo em passar pelo processo de trabalho de parto, confiança na equipe,conhecimento do próprio corpo e do processo de nascimento,entre outros. Portanto, quanto mais tensão e estresse ocorrer, mais intensa será a percepção da dor. É o que chamamos de “ciclo medo, tensão e dor”. Quanto mais medo, maior será a tensão e consequentemente a dor. Por isso a importância, no cenário atual, da mulher buscar conhecimento através de leituras e rodas de conversa com demais gestantes e mulheres que pariram. Isso trará a confiança necessária para superar os medos e encarar a dor do parto de forma positiva. Afinal, qual a finalidade desta dor? Esta pergunta sempre deve ser feita e se possível lembrada durante o trabalho de parto. Ao invés de significar que algo não está bem, como as demais dores que sentimos no corpo, a dor do parto tem outro sentido. Ela existe para trazer ao mundo um ser que foi gestado e esperado e cada dor sentida é uma dor a menos que traz o filho para sua mãe.

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A intensidade e a duração de cada contração estão relacionadas a um momento específico do parto; a dor costuma começar de forma leve e irregular e vai gradativamente ganhando ritmo e intensidade até a chegada do bebê. Nos minutos que antecedem o nascimento as contrações acontecem com mais espaço de tempo entre uma e outra e isso é muito importante para recuperação da mulher e do bebê para os minutos finais. Isso é fisiológico, deve ser respeitado e ajuda a encarar positivamente o processo do nascimento. Em um trabalho de parto com mãe e bebê saudáveis, este momento não deve receber nenhuma intervenção externa para acelerar o nascimento.

Todo esse processo acontece de forma diferente para cada mulher e, portanto, a rigidez de cronometrar todos os momentos trabalhos de parto é inútil, uma vez que nenhuma mulher é igual. E, mesmo se tratando da mesma mulher em diferentes gestações, é possível ter histórias – e progressões e dores de parto – diferentes. Cada gravidez tem uma história única, e dessa forma, o trabalho de parto e parto não tem duração pré-estabelecida.

O corpo é sábio
É necessário perceber que o nosso corpo é muito inteligente e, quando se dá espaço e liberdade, ele é capaz de produzir sozinho os mecanismos para enfrentar e diminuir a percepção da dor do parto. Um dos fatores mais fundamentais que auxiliam as mulheres no trabalho de parto é a produção de ocitocina. Esse é um dos principais hormônios associados às contrações, liberado de forma gradual durante o trabalho de parto. A ocitocina não é exclusiva do momento do parto, ela também está envolvida no nosso dia a dia, quando realizamos atividades relaxantes e prazerosas. Por estar relacionada a relações amorosas, ela é conhecida como o hormônio do amor.

A produção da ocitocina é inversamente proporcional àprodução da adrenalina, hormônio que liberamos em situações de medo, tensão e estresse. Dessa forma, na hora do parto, em mulheres que liberam grande quantidade de adrenalina, o processo pode se tornar mais demorado por diminuir a liberação da ocitocina.

Esse maravilhoso hormônio também desencadeia a produção de endorfinas, conhecidas como hormônios do prazer. As endorfinas propiciam a sensação de euforia, alegria, entusiasmo, gozo. Em dado período do trabalho de parto, com nível alto de ocitocina e com grande produção de endorfinas, as mulheres relatam sentir uma certa perda da noção do tempo e do espaço, além de, em muitas vezes, adormecerem entre as contrações. Esse período de “perda de controle” do corpo é extremamente importante para o trabalho de parto, pois favorece uma conexão com o lado mais instintivo da mulher e a ajuda a passar pela etapa final do parto.

Quando os medicamentos são usados
Caso a mãe opte por um parto natural e, em algum momento, decida que quer fazer uso de analgesia medicamentosa, ela também deve ser ouvida e respeitada. O uso de anestesias pressupõe alguns riscos e o procedimento só pode ser feito em ambiente hospitalar – o que inviabiliza o parto domiciliar. Caso o parto seja domiciliar e exista laceração perineal, a anestesia local e sutura, quando indicadas, podem ser realizadas em casa sem problemas, pelo profissional que deu assistência ao parto.

Como lidar com as dores do parto?
O primeiro passo para lidar com a dor é aceitar que ela faz parte do processo de parir e entender que perceber a dor não é a mesma coisa que sofrer. Depois disso, é preciso dar ao corpo o contexto necessário para que ele produza os hormônios que nos darão a sensação de prazer e, consequentemente, irá reduzir a percepção da dor. Nesse sentido, muitas técnicas de relaxamento podem ajudar, como manter uma respiração calma e adequada, imersão em água morna, luz baixa, massagens, acupuntura,uso da bola suíça, aromaterapia, entre outros. Tudo que fizer com que a mulher se sinta respeitada e ouvida poderá ajudar. É importante garantir a ela o direito de se movimentar e de assumir a postura que ela preferir, deixar que ela se alimente ou escute música – o que for necessário para promover o relaxamento e evitar o estresse vale na hora do parto. O segredo está no apoio que ela irá receber e não em técnicas medicamentosas: olhar para cada mulher de forma individualizada e respeitá-la é a chave para um parto com menor sensação de dor.

Dor do Parto from Instinto Fotografia on Vimeo.

O parto em casa: quais são os profissionais necessários?

O parto em casa: quais são os profissionais necessários?

Saiba quem pode acompanhar o parto domiciliar

Existem vários profissionais que estão habilitados para atender um parto normal, tanto no hospital, quanto em casa. Porém, é comum acreditar que, para um parto domiciliar, é necessário contar com a mesma equipe presente em um hospital – o que não é verdade. É possível parir em casa com segurança e assistência adequadas, sem necessariamente ter diversos profissionais envolvidos. Saiba mais.

Quem eu devo contratar para o meu parto domiciliar?
O mais importante é contar com o apoio de pessoas em quem você confie, tenha empatia e boas indicações. Vale se informar nos grupos de apoio – presenciais ou online –, conversar com amigas e familiares, marcar consultas e conhecer diversos profissionais. Tudo que você achar que precisa para esta escolha é importante. As equipes de parto domiciliar trabalham de diversas formas, mas, de maneira geral, para este tipo de atendimento, você pode contar com: enfermeiras obstétricas, obstetrizes ou médicos obstetras. Também pode haver a presença do médico neonatologista, que atenderá exclusivamente o bebê após o nascimento, e de doulas, que, embora não pratiquem a mesma assistência que uma ostetriz/médico, são profissionais de grande importância para o bom desenvolvimento do parto. Em todos os casos, você deve avaliar se a sua equipe está aberta a diferentes configurações – o que é um bom sinal, aliás – e quais são os especialistas que você deseja que participem deste momento tão importante.

Profissionais com respaldo legal
Apenas profissionais com preparo formal – enfermeiras obstétricas, médicos e obstetrizes – têm permissão, segundo a lei, para exercer atendimento de partos domiciliares, acompanhar pré-natal e pós-parto, emitir CNV (Certidão de Nascido Vivo) etc. A única exceção existe no caso das parteiras tradicionais que acompanham partos no interior ou em comunidades de acesso complicado e que, embora não tenham preparo formal, exercem um papel de extrema importância nesses locais.

Doulas são fundamentais na cena do parto e servem como ponte importante entre paciente e equipe, embora elas não sejam necessariamente profissionais de saúde. Doulas não acompanham parto sozinhas e não devem realizar procedimentos como aferir pressão, toques vaginais, monitoramento de batimentos cardíacos fetais, administração de medicamentos etc.

A presença do médico no parto em casa
O médico obstetra não é fundamental no parto em casa – somente se for do desejo da grávida. Isso porque enfermeiras obstétricas e obstetrizes são perfeitamente capazes e até mesmo mais indicadas para assistir um parto em casa. Tudo que um médico fará no parto domiciliar pode ser feito por obstetrizes, elas são treinadas e estão aptas para lidar com gestações de risco habitual, além de possuir respaldo legal para esse atendimento. O pediatra/neonatologista também não é fundamental, já que a equipe de parto domiciliar é capacitada para realizar todos os cuidados necessários que recém-nascido precisa e sabe identificar e manejar situações de risco que possam aparecer de surpresa. É importante lembrar que, no Rio de Janeiro, o Conselho Regional de Medicina não apoia a presença de médicos no parto em casa e, portanto, é quase impossível encontrar algum que preste esse tipo de assistência.

Quanto custa um parto domiciliar?
Isso depende totalmente da equipe que você deseja ter no seu parto e de quais profissionais você vai escolher para acompanhar a sua gestação. É importante saber que a maioria das pessoas envolvidas com a humanização do nascimento estão dispostas a conversar abertamente sobre suas condutas e preços, incluindo formas de pagamento facilitadas. De qualquer forma, é importante priorizar a boa assistência e garantir que você será bem acompanhada nesse momento tão importante da sua vida.

 

(crédito da imagem: Mariana Massarani para o Projeto Parteiras Caiçaras, daqui)