Ultrassom Natural – Encontro Especial Dia da Mulher

Você conhece o Ultrassom Natural (ou Belly Maping)? Trata-se de um tipo de arte gestacional, em que mapeamos e pintamos o bebê na barriga da mãe. É um trabalho artístico, que promove conexão, aumenta o vínculo da mulher e família com o bebê, já que todos podem participar desse momento, e ainda permite que guardem uma lembrança tão especial da gestação.

Pensando nisso e aproveitando o mês de março, que é tão relevante para todas as mulheres, fizemos uma parceria linda com a Enfermeira Obstétrica Carla Ribeiro. Ela já desenvolve o trabalho de Ultrassom Natural em Minas Gerais e virá especialmente ao RJ. Nessa oportunidade, conduzirá conosco um encontro em que pintaremos as barrigas das mulheres, apoiando-as nesse momento da gestação e celebrando com elas a chegada do bebê na família.

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Queremos convidar você para fazer parte desse encontro!

Quem pode participar?
Gestantes a partir de 32 semanas.

Quando será?
Dia 18 de março, sábado, a partir das 9h.

Onde será?
Na Reserva do Grajaú.

Quanto custa?
Nada! E você ainda ganha fotos de recordação deste momento! A preferência é por gestantes que não tenham condições financeiras de pagar por este serviço, assim elas também têm a chance de fazer um belo registro da gravidez.

Quero me inscrever, como faço?
Como as vagas são limitadíssimas, aceitaremos confirmações apenas por e-mail (partoporamor@partoporamor.com.br). As 10 primeiras pessoas que se inscreverem serão confirmadas e as seguintes entrarão na lista de espera. Por isso, pedimos para só se inscrever se você tiver certeza de que poderá participar e, caso não consiga ir, nos avise com o máximo de antecedência possível e ceda sua vaga a outra gestante da fila.

Para nós, será um momento muito importante e gratificante de aprendizado e contato com as gestantes.
Adoraremos receber você, inscreva-se!

Amamentação – o básico que você precisa saber

Amamentação – o básico que você precisa saber

O que é fundamental para o sucesso da amamentação? Será que é só querer e se informar? Será que é necessário se preparar fisicamente? Evitar chupetas e mamadeiras a todo custo? Acreditar na sorte? Esperar o bebê nascer para ver o que acontece?

Pode ser isso tudo e muito mais.

A amamentação, embora seja fisiológica, não é fácil ou natural. É necessário aprender técnicas, se conectar com o seu bebê e estar bem preparada para os desafios que essa relação pode trazer. Com certeza, a amamentação é um momento bonito e único entre você e seu filho, mas é preciso não romantizar a beleza do momento, ignorando as questões práticas. Dar o peito é lindo, é importante, é recomendado pelos mais sérios órgãos de saúde do mundo, mas dá trabalho sim (aliás, quem disse que alguma coisa relacionada à maternidade seria fácil?).

Mas não se preocupe! Baseadas em muitas perguntas que chegam pra gente, seja virtualmente, em consultas ou em rodas de conversa, fizemos um resumão bem legal sobre o que é amamentar e como lidar com cada etapa da amamentação:

Antes de começar… uma palavra sobre empoderamento
Assim como na gravidez e no parto, para uma amamentação ser bem-sucedida, é importante se munir de boas informações. E não estamos falando só de informações acadêmicas ou baseadas em evidências. Fique atenta às informações sobre você, sobre seu corpo, seu seio. E também sobre seu filho: como ele é, porque ele chora, como é seu corpinho, como ele reage. Informação a respeito dos dois, aliada à informação sobre amamentação em geral e confiança no processo são fundamentais nessa jornada. Uma mulher instrumentalizada, informada, confiante e que observa a si mesma e ao seu bebê, tem grandes chances de sucesso na amamentação. Acredite em você e acredite no seu leite!

Foto: Roda de Conversa Parto por Amor

– Como posso preparar o seio para a amamentação?
Existe um conselho muito difundido de que você deve usar bucha nos mamilos e afins, mas cuidado! O objetivo de preparar os seios para a amamentação é deixa-lo mais forte para encarar um bebê que vai mamar bastante (e pode vir a ferir o seio). Ao passar a bucha, você enfraquece a pele do mamilo, tornando-a mais suscetível a pequenas fissuras e rachaduras. Uma boa preparação para amamentar é simples: 15 minutos de sol nos mamilos por dia e uso de sutiãs com boa sustentação (evite aqueles que tem aro).

– Quando o leite demora para descer depois do parto?
O leite demora cerca de 2-3 dias para descer quanto o parto é normal e 3-4 dias quando o nascimento for por uma cesariana. Mas não se preocupe: até lá seu bebê se alimenta do seu colostro, que é aquele leite bem transparente e rico em anticorpos e ele é suficiente para esses primeiros dias. Para você ficar ainda mais tranquila que o seu bebê está se alimentando corretamente, fique atenta à pega correta ao seio:

Foto: Grupo GVA

– Qual é a melhor posição para amamentar?
A que for mais confortável para você. O importante é manter o bebê com a cabeça mais elevada do que o corpo e apoiada de forma segura, para que ele não erre a pega.Lembre-se de que você vai precisar de sustentação nos braços, para aguentar o peso do bebê e também é legal ter bastante água por perto e alguma comidinha fácil de comer – fruta ou biscoitinho. Pense que essa será sua atividade principal durante os próximos meses, então prepare um cantinho bem confortável para esse momento. Se for possível, é legal que o ambiente seja calmo e tranquilo, para que o momento da amamentação seja relaxante e você consiga se conectar com o seu bebê, favorecendo assim a produção e a descida do leite.

– Como o bebê deve estar posicionado?
Existe a posição tradicional, que é bebê deitado nos braços da mãe, em leve diagonal, barriguinha de frente para a barriga da mãe e cabeça bem acomodada na curvatura do braço/cotovelo, para evitar que a cabeça fique solta. Mas também é possível colocar o bebê em posição cruzada, o que favorece a produção e o esvaziamento completo da mama. Veja as opções possíveis abaixo:

Foto: Vila Mamífera

– Devo trocar de mama durante a mamada? Quanto tempo deve durar a mamada?
Não é necessário (e nem recomendado) trocar o bebê de peito durante a mamada. Assegure-se de que o bebê esvaziou toda uma mama antes de passar para a outra. Isso porque o leite materno é composto pelo leite anterior, que é o primeiro que sai, mais ralinho e rico em água (excelente para matar a sede); e leite posterior, que é o leite mais rico em gorduras, que nutre e ajuda o bebê a engordar. Se você retirar o bebê de uma mama sem que ele tenha chegado ao leite posterior, pode ser que ele não tenha uma mamada satisfatória, sinta fome muito rapidamente e que sofra problemas de ganho de peso. A mamada também não tem um tempo definido, observe seu bebê e veja se ele ficou satisfeito após amamentar ou se ainda parece inquieto e nervoso. Tem bebês que mamam durante longos minutos e outros que rapidinho “resolvem o problema”. A observação é chave!

– E se meu seio ferir logo nos primeiros dias?
Feridas nos mamilos estão relacionadas à pega incorreta. A primeira coisa que você deve fazer é verificar se seu bebê está abocanhando corretamente o seio (lembrando que, na pega correta, o bebê abocanha mamilo e a maior parte da aureola que o bebê conseguir, e não só o mamilo!). Evite bicos artificiais, como chupetas, mamadeiras e bicos de silicone nos seios – tudo isso ensina uma forma de sugar diferente ao bebê, que pode errar a pega na hora de mamar e acabar te machucando. Também é bom evitar receitas caseiras para solucionar o problema, como colocar cascas de banana, mamão e afins. No caso de feridas, passe um pingo de leite materno nos mamilos e deixe secar naturalmente e sem sutiã após – de preferência no sol.

– Como resolver leite empedrado?
Se você notou que o leite empredrou, ou seja, sentiu pontos duros e doloridos na mama e ela encheu demais, existem algumas coisas que podem ser feitas para aliviar: evite compressas quentes, pois elas estimulam ainda mais a produção e podem agravar o problema; aposte em um sutiã com boa sustentação, que irá conter um pouco a produção, massageie os seios de forma a desfazer os nódulos e ordenhe um pouco para aliviar o desconforto.

– Como devo massagear e ordenhar os seios?
A massagem deve ser feita com os dois dedos, polegar e indicador, em movimento circulares e deve ser feita de forma profunda, iniciando pela aureola e percorrendo toda a mama, até a base dela, inclusive região axilar. Depois dessa massagem efetiva e com a redução dos nódulos de leite, você pode ordenhar um pouco com bomba manual ou elétrica ou de forma totalmente natural (veja vídeo de ordenha manual abaixo):

– Amamentação exclusiva em livre demanda: o que é isso? Por quanto tempo o bebê deve ser alimentado exclusivamente de leite materno?
Amamentação exclusiva em livre demanda é quando o bebê mama somente no peito da mãe e sempre que solicitar. Aquele conselho de amamentar a cada 3 ou 4 horas já caiu em desuso, pois existem inúmeros fatores que influenciam na hora do bebê pedir o seio da mãe. Você não precisa marcar horário, só fique atenta para que, nas primeiras semanas, o bebê não passe muito de 4 horas sem mamar. Se ele pedir antes disso, tudo bem. Também é importante não oferecer nada além de peito ao bebê, nem água, suco, chás, papinhas etc. O leite materno é capaz de suprir as necessidades nutricionais (fome, sede) e emocionais do bebê exclusivamente até os seis meses de idade. A partir daí, inicia-se a introdução alimentar, mas até o primeiro ano de vida, o leite materno ainda é a principal fonte de nutrientes do bebê. Ao redor dessa época, ele já estará com a alimentação mais consolidada e a amamentação troca de lugar com a alimentação, ocupando função nutricional secundária. Mesmo assim, tanto a OMS quanto o MS recomendam amamentação continuada até, no mínimo, 2 anos de idade.

– Com que idade devo desmamar o meu bebê? Só a partir dos 2 anos mesmo?
Como falamos anteriormente, de acordo com diversos órgãos de saúde, o ideal é amamentar até pelo menos dois anos. Depois disso, fica a critério da mãe como conduzirá esse desmame, caso seja o desejo dela. Nós recomendamos que o processo seja conduzido com o maior respeito e paciência. É fundamental ter em mente que amamentação não é só nutrição: é contato, afeto, acolhida, sentimento. Nesse sentido, lembre-se que o seu filho não mama só por fome, mas por muitos outros motivos que merecem atenção especial. Se você não deseja conduzir um desmame, também é possível esperar o desmame natural, que é quando a criança se desinteressa pelo seio sozinha, sem estímulos externos.

Foto: Roda de Conversa Parto por Amor

– É verdade que chupetas e bicos artificiais confundem a pega e atrapalham a amamentação?
Sim, é verdade. Nem sempre isso irá ocorrer, mas na maioria dos casos, sim. Como já falamos antes, a forma que o bebê suga chupetas, mamadeiras e demais bicos é diferente da maneira que suga o peito. É muito provável que o bebê que usa bicos faça pega errada ou ordenhe de forma ineficiente o seio, o que pode acarretar vários problemas, como feridas causadas pela pega errada, bebê irritadiço porque acha difícil sugar de forma diferente, mamadas ineficientes que fazem com o que o bebê tenha fome mais vezes e se irrite cada vez mais, queda brusca na produção – o bebê que não sabe pegar e se irrita na hora de mamar vai solicitar cada vez menos e o corpo da mãe consequentemente irá produzir cada vez menos, e, finalmente, um desmame precoce. Não estamos afirmando que você não deve oferecer mamadeiras ou chupetas para o seu filho, mas é importante fazer escolhas informadas e conscientes, como tanto defendemos (leia mais sobre a confusão de bicos aqui!).

Carta da Nona Lua – O parto tem seu próprio tempo

Carta da Nona Lua – O parto tem seu próprio tempo

Sinto que você está chegando, meu corpo vem me dando seus sinais. Foram nove meses de comunhão, dias melhores, outros piores, agora chegam ao fim. Quem venha com o tempo, que venha com a lua, que venha! Já te aguardo, te pressinto. Confesso para ti, somente para ti, confesso que já me sinto ansiosa pela sua chegada. Meu corpo todo sente o seu peso, e já está tão difícil mover quanto ficar quieta.

Respiro fundo e suspiro, nascer é tempo sem hora.Aguardo você sentir-se pronto, pronto para respirar por si só. Saiba que eu mesma já me sinto inteiramente pronta. Durante os nove meses eu estive ocupada, sim, eu sei. Também durante nove meses eu me acostumei à sua presença em mim. Tive bastante chance de me preparar, a mente teve seu tempo de absorver as mudanças que trará para minha família. Sinta-se desejado e amado, meu bebê, por todos nós.

Desejo-te.

Pressa? Não eu não tenho pressa, para que andar depressa? Quero que venha, mas que venha na sua hora. Não existe hora marcada, não marquei na agenda. Sem nenhum compromisso, que seja pelo nosso desejo mútuo.
Quando meu corpo e você estiverem em trabalho parto, vamos nos repartir, você vai partir para uma nova jornada, é uma viagem intensa, procure a luz, procure o caminho que te ofereço em meu corpo.Não tema essa viagem, porque estou sempre contigo. Despeço-me da barriga linda e grande, você se despede do interior do meu corpo. Mas nos encontramos aqui deste lado, em uma nova e longa aventura. Começa em um grande deleite. Sinta o amor que confirmo ao colocar minhas mãos em meu ventre, sinta o calor que emana. Este calor destas mãos você vai sentir aqui fora. Pode vir, garanto que estou aqui.

Sem pressa para essa viagem, criança, sem pressa. Venha surfando em onda esplêndida, venha no ritmo que imprimimos juntas, somente nós duas. Você e eu temos todo o tempo, todo o espaço para essa caminhada. Temos bola, temos água, temos de tudo! O tempo e espaço do parto é nosso, só nosso. É o meu parto e o seu nascimento. A dinâmica será somente nossa e sem artifícios exteriores, creia em mim, eu lhe prometo que será nossa e de mais ninguém. Como estou tão segura? Por que desta vez eu fiz as escolhas que me aprazem desde o começo, ouvindo meu mais intimo desejo! Sim, você já sabe disto, eu ouvi os meus medos e procurei sua cura, procurei sanar suas carências.Impedi também que medos alheios me assombrassem.Cá estou pronta para a entrega. Ninguém vai precisar nos ajudar nessa viagem de partida e de chegada. Você pode ouvir a calma e potente batida do meu coração. Então, prepara-se e dê o sinal! Venha na lua que te escolher e venha com vontade de me ver, olhe para a luz!

(Autora: Flavia Penido)

Roda de Conversa: dia 30/04 vamos falar sobre os acompanhantes na hora do parto

Roda de Conversa: dia 30/04 vamos falar sobre os acompanhantes na hora do parto

É com muita alegria que anunciamos que a Roda de Conversa Parto por Amor agora também está na Tijuca!

No sábado, dia 30/04, às 10h, vamos conversar sobre os acompanhantes na hora do parto e sua importância fundamental. Vai ter relato, vai ter evidência e muito amor para compartilhar! Quem vem?

Para participar, basta confirmar a inscrição mandando um e-mail para partoporamor@partoporamor.com.br.

O encontro é gratuito e aberto a todxs interessadxs!

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ZIKA – tudo que você precisa saber para evitar essa doença

ZIKA – tudo que você precisa saber para evitar essa doença

Muito tem se falado sobre o surto de microcefalia em recém-nascidos no Brasil, que pode ser causada pelo mesmo mosquito que transmite a dengue, o Aedes aegypti. Estes casos estão ligados à exposição materna ao vírus durante a gravidez. Já em crianças e adultos, existe a pequena possibilidade de complicações clínicas e neurológicas, mas isso acontece não só com o Zika vírus, como também com outros tipos de vírus, como o da varicela, enterovírus e herpes. De qualquer forma, essas complicações têm uma frequência muito baixa e não se limitam a idades específicas.

Em meio a tantas notícias, boatos e alardes, resolvemos listar tudo o que você precisa saber sobre o Zika e as formas de evitar focos de mosquito em casa:

– Zika é uma doença branda, de sintomas leves (pode até haver casos sem sintomas) transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti. Os casos aumentam muito no verão, época de chuvas, muito calor e, consequentemente, muitos mosquitos. É importante saber que não é o mosquito que “contém” a doença, ele é apenas um vetor: ele pica um doente e pode levar o vírus para alguém saudável. Portanto, mesmo se você tiver com Zika, use repelente! Assim você evita ser transmissor do vírus.

– Além disso, é fundamental combater os focos de mosquito, evitar o acúmulo de água parada (em poças, plantas, piscinas sem uso, caixas d’água, vasilhas de animais). Veja mais aqui. A cooperação total da população é fundamental, pois o Governo sozinho não consegue resolver a situação.

Dicas para combater o mosquito e os focos de larvas
Dicas para combater o mosquito e os focos de larvas

– No Rio de Janeiro e em diversos outros estados, já está acontecendo a visita de agentes técnicos nas residências para identificar e combater os focos do mosquito. As Forças Armadas foram mobilizadas e há um pedido oficial para que a população colabore com essa visita técnica. As orientações especializadas podem ajudar muito nessa luta contra o vetor da doença.

– Há 1.761 casos notificados de microcefalia, em 422 municípios. No Rio de Janeiro, há 23 casos e dois óbitos de bebês que podem ter relação com a Zika. Porém, em todo o Brasil, foi comprovado apenas um caso em que a microcefalia decorreu da contaminação pelo vírus Zika. Todos os casos estão sendo investigados e aguardam classificação e confirmação. Semanalmente, o Ministério da Saúde divulga um boletim epidemiológico de microcefalia (basta acompanhar pelas redes sociais @minsaude).

Casos de microcefalia em investigação pelo Ministério da Saúde
Casos de microcefalia em investigação pelo Ministério da Saúde

O Zika já é considerado uma epidemia. Porém, embora os números sejam relevantes, não há evidências de que haverá um grande aumento no número de casos. Com a ajuda da população para evitar os focos e as medidas para prevenção de picadas, a tendência é que a doença seja controlada em breve.

Não há nenhuma relação entre a microcefalia e vacinas, como a da gripe. Esse boato tem sido divulgado e está colocando muitas pessoas em alerta desnecessariamente, inclusive há pessoas tomando atitudes por conta própria por medo desses relatos infundados que podem colocar suas saúdes ainda mais em risco. Cuidado ao divulgar informações sem fonte oficial relacionada.

– Também há boatos sobre problemas neurológicos em crianças até 7 anos e idosos, mas não há nenhuma confirmação de caso sobre o assunto. De forma geral, é importante evitar a doença combatendo os focos do mosquito e fazendo uso de roupas que cubram o corpo e repelentes nas partes que ficam expostas. Veja mais aqui.

– Para as que estão mais preocupadas, que são as grávidas: o ideal é reforçar o uso de repelentes (fale com o profissional que acompanha o seu pré-natal caso tenha dúvidas sobre o produto ideal para o seu caso) e formas de combate ao mosquito. Além disso, fazer o pré-natal corretamente é fundamental.

Repelentes disponíveis no Brasil, daqui.
Repelentes disponíveis no Brasil, daqui.

– Para quem está planejando engravidar: oficialmente, o Governo afirma que essa é uma decisão de âmbito pessoal. Extraoficialmente, o que se diz é: se for possível, adie pelo menos até o final do ciclo do mosquito (que ocorre durante o verão), que é quando os casos naturalmente irão diminuir.

– Se você está grávida e estiver com sintomas de contaminação pelo Zika vírus, é extremamente importante se dirigir à Unidade de Atenção Básica de Saúde. Há uma grande mobilização de profissionais das clínicas da família em torno do assunto, e eles estão preparados para orientar sobre a identificação dos focos de mosquito, controle e prevenção da doença. Além disso, eles também são os responsáveis por avaliar os sintomas – caso existam –, notificar as autoridades e dar seguimento aos casos.

– É muito importante lembrar que este caso é inédito na literatura médica mundial e, portanto, ainda é muito cedo para conclusões mais aprofundadas sobre o assunto. Ainda não se sabe, por exemplo, quanto tempo depois do contato com o vírus, é seguro engravidar sem que haja riscos para o feto. E, mesmo quando há a infecção, não se sabe qual porcentagem de bebês é afetada, já que nem todas as grávidas que contraírem a doença trarão necessariamente prejuízos para seus filhos. É preciso prevenir e aguardar mais dados serem avaliados.

– Para informações atualizadas e corretas sobre o assunto, evite os boatos das redes sociais. Consulte sempre o Portal do Ministério da Saúde.

 

Para saber mais e consultar as fontes usadas para este texto, acesse:

Perguntas e respostas sobre microcefalia, do Portal do Ministério da Saúde
Twitter do Ministério da Saúde
Nota da ANVISA sobre uso de repelentes na gravidez
Portal Dengue.org.br, com dicas para combate ao mosquito da Dengue
Scientific Electronic Library Online, com repelentes disponíveis no Brasil e suas indicações de uso
Comunicado oficial da FIOCRUZ no Facebook a respeito de complicações neurológicas em crianças e idosos

Roda de Conversa – Parir É Natural

Roda de Conversa – Parir É Natural

No próximo sábado, dia 28 de novembro, a equipe Parto por Amor vai ser reunir para mais uma Roda de Conversa. Dessa vez, o assunto é parto natural e, para completar o encontro, vamos assistir juntos ao filme Parir É Natural.

O encontro é gratuito e aberto a quem estiver interessado, basta confirmar por e-mail: partoporamor@partoporamor.com.br.

Esperamos vocês!

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O parto em casa: quais são os profissionais necessários?

O parto em casa: quais são os profissionais necessários?

Saiba quem pode acompanhar o parto domiciliar

Existem vários profissionais que estão habilitados para atender um parto normal, tanto no hospital, quanto em casa. Porém, é comum acreditar que, para um parto domiciliar, é necessário contar com a mesma equipe presente em um hospital – o que não é verdade. É possível parir em casa com segurança e assistência adequadas, sem necessariamente ter diversos profissionais envolvidos. Saiba mais.

Quem eu devo contratar para o meu parto domiciliar?
O mais importante é contar com o apoio de pessoas em quem você confie, tenha empatia e boas indicações. Vale se informar nos grupos de apoio – presenciais ou online –, conversar com amigas e familiares, marcar consultas e conhecer diversos profissionais. Tudo que você achar que precisa para esta escolha é importante. As equipes de parto domiciliar trabalham de diversas formas, mas, de maneira geral, para este tipo de atendimento, você pode contar com: enfermeiras obstétricas, obstetrizes ou médicos obstetras. Também pode haver a presença do médico neonatologista, que atenderá exclusivamente o bebê após o nascimento, e de doulas, que, embora não pratiquem a mesma assistência que uma ostetriz/médico, são profissionais de grande importância para o bom desenvolvimento do parto. Em todos os casos, você deve avaliar se a sua equipe está aberta a diferentes configurações – o que é um bom sinal, aliás – e quais são os especialistas que você deseja que participem deste momento tão importante.

Profissionais com respaldo legal
Apenas profissionais com preparo formal – enfermeiras obstétricas, médicos e obstetrizes – têm permissão, segundo a lei, para exercer atendimento de partos domiciliares, acompanhar pré-natal e pós-parto, emitir CNV (Certidão de Nascido Vivo) etc. A única exceção existe no caso das parteiras tradicionais que acompanham partos no interior ou em comunidades de acesso complicado e que, embora não tenham preparo formal, exercem um papel de extrema importância nesses locais.

Doulas são fundamentais na cena do parto e servem como ponte importante entre paciente e equipe, embora elas não sejam necessariamente profissionais de saúde. Doulas não acompanham parto sozinhas e não devem realizar procedimentos como aferir pressão, toques vaginais, monitoramento de batimentos cardíacos fetais, administração de medicamentos etc.

A presença do médico no parto em casa
O médico obstetra não é fundamental no parto em casa – somente se for do desejo da grávida. Isso porque enfermeiras obstétricas e obstetrizes são perfeitamente capazes e até mesmo mais indicadas para assistir um parto em casa. Tudo que um médico fará no parto domiciliar pode ser feito por obstetrizes, elas são treinadas e estão aptas para lidar com gestações de risco habitual, além de possuir respaldo legal para esse atendimento. O pediatra/neonatologista também não é fundamental, já que a equipe de parto domiciliar é capacitada para realizar todos os cuidados necessários que recém-nascido precisa e sabe identificar e manejar situações de risco que possam aparecer de surpresa. É importante lembrar que, no Rio de Janeiro, o Conselho Regional de Medicina não apoia a presença de médicos no parto em casa e, portanto, é quase impossível encontrar algum que preste esse tipo de assistência.

Quanto custa um parto domiciliar?
Isso depende totalmente da equipe que você deseja ter no seu parto e de quais profissionais você vai escolher para acompanhar a sua gestação. É importante saber que a maioria das pessoas envolvidas com a humanização do nascimento estão dispostas a conversar abertamente sobre suas condutas e preços, incluindo formas de pagamento facilitadas. De qualquer forma, é importante priorizar a boa assistência e garantir que você será bem acompanhada nesse momento tão importante da sua vida.

 

(crédito da imagem: Mariana Massarani para o Projeto Parteiras Caiçaras, daqui)

Como saber se tenho passagem para o parto normal?

Como saber se tenho passagem para o parto normal?

Entenda o mito da bacia estreita e do bebê grande demais

É muito comum ouvir por aí que aquela familiar ou amiga teve uma cesariana para resolver problema de “passagem”, ou seja, teoricamente a bacia dela era estreita e/ou o bebê grande demais e não conseguiria um parto normal. Isso, na grande maioria dos casos, é um mito. Mito este muito difundido e propagado, que aterroriza mulheres pequenas ou mulheres cujos bebês foram classificados como “grandes” depois do exame de ultrassom, obrigando-as a passar uma cirurgia – na maioria dos casos, desnecessária.

Para desconstruir essa lenda, é importante partir do princípio que todas as bacias possuem tamanhos e diâmetros adequados para permitir a passagem dos bebês durante um parto normal. Diagnosticar “bacia estreita” ou “bebê grande” e contraindicar um parto antes do trabalho de parto é uma falácia. Somente com a dilatação total do colo uterino, juntamente com a descida do bebê na pelve materna, que podemos saber se essa mulher tem “passagem”. Antes disso não é possível.

A mulher pequena
Não existe nenhum exame específico que garanta que a bacia terá ou não espaço suficiente para permitir a passagem do bebê. Mesmo que a mulher seja “pequena”, ou seja, tenha uma pelve estreita, se for permitido que ela entre espontaneamente em trabalho de parto e se movimente conforme sua vontade, ela vai procurar posições e posturas que instintivamente irão facilitar a abertura da pelve e, consequentemente, a passagem do bebê. A bacia não é fixa, ela possui ligamentos e músculos que podem se amoldar e se afrouxar conforme o necessário. Mesmo que você possa medir a sua bacia e comparar com o tamanho da cabeça do bebê, nada poderá garantir como seu corpo se comportará durante o trabalho de parto.

O bebê grande
Muitos profissionais de saúde se apoiam no ultrassom de final de gravidez para reforçar achados bastante relativos. Um desses é o diagnóstico de bebê grande. Devemos levar em consideração que o peso no ultrassom é estimado e nunca deve ser uma fator determinante para indicar uma cesariana, pois pode ser um peso diferente do real. Além disso, assim como a pelve da mãe, a cabeça do bebê é maleável enquanto passa pelo trabalho de parto, adequando-se à bacia materna.

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Quando realmente acontece um problema?
Algumas mães podem realmente não ter “passagem” para seus bebês. Isso se chama desproporção céfalo-pélvica e acontece quando a cabeça do bebê não consegue passar pela pelve materna. Existem dois tipos de desproporção, a relativa e a absoluta. A relativa é quando a bacia tem espaço suficiente, mas o bebê acomodou-se de tal forma que dificulta a passagem dele. Esse diagnóstico é possível de ser feito durante o trabalho de parto através do toque vaginal e há técnicas, como alguns posicionamentos da mulher, que podem ajudar o bebê a corrigir a posição e nascer de parto vaginal; por isso chama-se relativa. A desproporção céfalo-pélvica absoluta acontece quando os diâmetros da bacia são incompatíveis com o tamanho do bebê. Isso pode acontecer em casos de fetos muito grandes, como os de algumas mulheres diabéticas, devido a problemas de saúde do bebê, como a hidrocefalia, ou alguma deformidade ou desalinhamento ósseo da bacia da mulher. Nestes casos, a cesariana é realmente necessária, porém somente após dilatação avançada e avaliação da progressão do trabalho de parto.

Parir é Natural – o filme

Parir é Natural – o filme

Veja em primeira mão o filme Parir É Natural, de Silvio Tendler.

O Documentário “Parir é Natural” investiga como o nosso modelo de formação médica, a necessidade da inserção de novos profissionais no parto, e a importância da rede de apoio que as mulheres constroem entre si, são fundamentais para chegarmos a um novo modelo de assistência: sem violência, e que devolva à mulher o protagonismo sobre seus corpos e o nascimento de seus bebês.

 

Quem são os profissionais capacitados para dar assistência ao pré-natal e parto natural?

Quem são os profissionais capacitados para dar assistência ao pré-natal e parto natural?

Você sabia que não é só o médico obstetra que está capacitado para acompanhar uma gestação e assistir um parto? Vários profissionais também recebem a formação adequada para esse acompanhamento, veja:

Enfermeira obstétrica: é a profissional formada em enfermagem que se especializou em enfermagem obstétrica pela residência ou pós-graduação.

Obstetriz: profissional que concluiu o curso de graduação em obstetrícia (bacharel).

Médico: formado em medicina e especializado em obstetrícia pela residência ou pós-graduação.

Médico da família: concluiu a faculdade de medicina e especializou-se em medicina da família e comunidade.

Parteira tradicional: dão assistência em comunidades mais remotas do interior. O conhecimento adquirido normalmente é passado de geração em geração, baseado na tradição e costume local. As enfermeiras obstétricas e obstetrizes também são conhecidas como parteiras urbanas por prestarem uma assistência que preservam a fisiologia do parto e nascimento.