Relato de parto domiciliar: o nascimento da Julia

Relato de parto domiciliar: o nascimento da Julia

Que lindo relato de parto! ❤️❤️❤️ A Sandra conta como foi a chegada da Julia, vem ler!

“Eu disse na aula da Fadynha que segunda feira era o único dia que eu não poderia entrar em TP… Ela explicou que nosso pedido ao universo devia ser sempre na afirmativa já que nossa mente não reconhece o NÃO!!!

Tarde demais… A bebê decidiu vir na segunda feira sim. O dia que meu marido não estava (ele sempre chega no final de semana e vai embora domingo a noite para Araraquara/SP: 600 km daqui do Rio)! !! Ele havia dito, ainda que em tom de brincadeira , no final de semana que não queria ouvir gritos, rs!!!! Então a bebê ouviu e só queria mesmo mulheres por perto…

Fiz mil coisas na segunda feira de preparação da casa e do parto (inclusive penduramos quadros, ganchos no quarto do BB) e já quase 6 da tarde saí de carro para comprar um remédio de cupim que o moço passou na porta dos quartinho dos fundos e a casa ficou com cheiro forte…). Aproveitei para comprar uma florzinha para pôr no meu quarto. Me fechei junto com meu filho no quarto dele e do BB e falei pra Mari que eu não ia saí dali por causa do cheiro… Ela trouxe o lanche para mim e janta para Artur (meu filho de 6anos) e eu descansei na cama dele com os pés para cima (nesse dia não consegui descansar a tarde)! Ao levantar sentir uma dorzinha na barriga. Mas não dei bola… Fomos dormir lá pelas 20 h e 30 minutos. Artur dorme comigo…

Ainda estava no sono leve quando sentir um estouro interno. Percebi que a bolsa havia estourado. Peguei o celular ainda deitada e mandei mensagem para a Fadynha e as parteiras, era 21h e 25 min, mas falei para ficarem calmas que eu ia tomar um banho e tentar descansar. Levantei e avisei a Mari para se preparar que a BB ia chegar… Dei os nomes das parteiras/Fadynha e da fotógrafa para ela liberar na portaria…

Fui para o chuveiro e as contrações já começaram. Entre uma contração e outra deu tempo de solicitar a Mari vários detalhes como tirar Artur da minha cama, arrumar o chuveiro para pôr a piscina, fazer um chá de camomila para eu tomar, etc. ! Saí do chuveiro para solicitar alguma coisa para a Mari mas não consegui chegar e parei no lavabo para fazer cocô… Sabia que era um sinal do corpo para o BB (quase surpresa) chegar!!

Não tive condições de contar o tempo entre as contrações pq estava sozinha no chuveiro quase não consegui enviar o áudio para as parteiras e a Fadynha dizendo: vem rápido que senão não vai dar tempo!!!

Enquanto isso a Fadynha me ligou 2 vezes mas não ouvi! Lá fora uma chuva forte caía limpando tudo para o bebê chegar na Terra. Lembrei, por fim que o chuveiro quente acelerava o TP e saí do chuveiro gritando para a Mari: quero fazer cocô, traz um balde vou fazer aqui no box… Ela questionou e eu reforcei traz o baldinho de areia de Artur. Ela chegou com o balde e, nesse momento, escutei o áudio da Fadynha: saí agora do chuveiro senão vai nascer antes da gente chegar…

Obedeci prontamente. Parece que foi transmissão de informação: eu lembrei que a Fadynha falava isso na aula e ela enviou o áudio falando exatamente isso e que eu deitasse do lado esquerdo e respirasse!!! Mulheres bruxas que, em TP se abrem ainda mais para a comunicação em outros níveis!!!

Respirar… Era a única arma que eu tinha até aquele momento!!! Lembrava de respirar de olho fechado e me entregar ao processo… Já tinha entendido que o bb chegaria na segunda feira mesmo!! Deitei do lado esquerdo em nossa cama e a Fadynha chegou em seguida… Alívio para mim e para a Mari que achou que teria de aparar o bb com as toalhas que eu pedi para ela deixar a mão… Fadynha e suas mãos de fadas começou a massagear minhas costas e arrumou a bola para abraçar enquanto estava sentada no colchão…

Mas não estava confortável! A Flávia parteira chegou e eu pedi a banheira e Fadynha sabiamente disse: “vai dar tempo?” Flavinha disse para não me desapontar: “podemos tentar”… Eu estava incomodada sentada no colchão e segurando a bola e pedi a banqueta… Eu sentei e na próxima contração a cabecinha já veio…

Respirei e disse: não pode ser, não deu tempo!!! Segurava o períneo para não rasgar tudo (essa era a sensação: não pode nascer pois não dilatei, foi muito rápido…!) Tirei a mão e na próxima contração ela veio inteira aparada pela Flavinha enquanto eu era amparada pelas costas pela Fadynha…

Não deu tempo de assimilar toda emoção e intensidade daquele momento tão avassalador… Não deu tempo de chorar eu só gritei: não consegui segurar Fadynha!!! Não tinha condições de apará-la com minhas mãos porque para mim ela veio forte demais, rápido demais, linda demais perto de mulheres mais que maravilhosas…

Com ela no meu colo eu dizia: não é possível! Foi muito rápido… Era 23h e 30 minutos!!! A pequena chegou desconcertando meu controle me mostrando que todo parto é definida pelo bebê no seu tempo, do seu jeito e o que temos que fazer é respirar, se entregar e se der conta e tiver condições, chorar… Eu não tive, estava assoberbada com tanta intensidade da vida, do amor, do poder de nós mulheres, as que parem e as que auxiliam como a Fadynha, as parteiras Flávia e Camila e a Débora que chegou 4 minutos depois do bb!!!

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Meu marido chegou no outro dia, pois depois que viu a mensagem da bolsa estourada, não tinha condições físicas de voltar de carro… E está tudo certo do jeito que foi!!!!

Minha gratidão eterna a todas que me acompanharam no meu empoderamento, que foi na medida para receber mais um raio de luz em nossa vida: Julia que chegou dia 3 de setembro de 2018!!!

E foi numa segunda feira chuvosa sim e foi com mulheres bruxas que amo sim… GRATIDÃOOOOOOOO vida😍💖🙏🏾💫💫💫❤❤❤

(E a placenta veio 50 minutos depois assim que me conectei com a nova energia gritando alto gratidão 3 vezes!)”

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Fotos: Débora Silveira

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