Relato de parto: o nascimento do Artur

Relato de parto: o nascimento do Artur

Kirley Suênia conta como foi a chegada do pequeno Artur! Um parto tranquilo, com pós-parto difícil, mas cheio de acolhimento e amor!

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Não sou aquela mulher que sempre quis parto normal.

A escolha por um parto natural e humanizado foi através da minha doula @thaischen_ e de uma das melhores equipes de enfermeira obstétricas @anagrova e @marizukoff da Equipe @partoporamor decidimos eu e @mika_atleta meu esposo por um parto domiciliar juntamente com essa equipe qualificada e de confiança e é claro sempre pedindo orientação a Deus.
Todo o pré natal foi excelente, minha alimentação e exercícios eu fazia em prol do momento mais esperado. E por ser uma paciente de baixo risco caminhava bem para meu parto domiciliar. Porém nas 36 semanas de gestação fui realizar uma ultra de rotina, ali mesmo recebo o diagnóstico de que meu filho estava pequeno para a idade gestacional, ou seja, ele estava super saudável, porém não estava sendo nutrido o suficiente para mantê-lo na barriga. Aquilo me apavorou, como assim o bebê está bem, sem sofrimento, por que tirá-lo antes do tempo?
Entrei em contato com as meninas, que de prontidão me acalmaram juntamente com minha família, aquilo acabou com meu dia, não aceitava aquele diagnóstico e naquele momento colocava nas mãos de Deus e entramos em oração. Começamos a ver todas as possibilidades, eis que elas me apresentam a Dra Patrícia obstetra humanizada, maravilhosa juntamente com a Dra Angelica (ultra), realizei mais 3 ultras pra acompanhar se ele era um bebê geneticamente pequeno ou com restrição intra uterina. Elas decidiram esperar pra ver se ele ganhava mais peso, o que me encheu de esperança para dar continuidade com meu projeto, porém as possibilidades de um parto domiciliar já não existia mais naquele momento, pois o Artur poderia precisar na hora do nascimento de uma assistência pediátrica e hospitalar,  que em casa seria impossível já que mãe e bebê devem estar sem risco algum. Confesso que fiquei frustrada mas Deus estava me confortando, eu havia entregue nas mãos Dele todas as decisões e minha mãe havia pedido a Deus uma resposta, se realmente fosse pra tê-lo em casa que aquele quadro se reverteria, e Deus respondeu mantendo com o mesmo peso.

 

Na 39° semana fui à uma consulta com a Dra Paty, ela me deu um toque e fez um procedimento que poderia ou não agilizar o trabalho de parto. E funcionou, sai dali numa quinta-feira dia 13 já sentindo leves contrações e fiz mais uma ultra e realmente o Artur não havia ganhado o peso esperado, dali já sabia que não passaríamos das 40 semanas, até a próxima terça iria me internar pra induzir o parto. Mas as contrações continuaram sem ritmo porém cada vez mais dolorosas e assim passei toda a madrugada até o outro dia, com contrações a cada 7 minutos. E eu que achei que eu seria super ativa nos intervalos, iria andar, dançar, agachar e por aí vai, que nada, em todos os intervalos eu só queria dormir e na verdade eu apagava de roncar. No fim da tarde de sexta a Enfa Mariana e a doula chegaram na minha casa, eu já estava exausta e com muitas dores, realizaram todo o processo luz baixa, música, massagem, banho quente, bola, óleos, tudo pra amenizar a dor e sim ajudava, mas na minha mente eu só queria que aquela onda passasse pra eu descansar e dormir novamente.
Confesso que muitas vezes em minha mente vinha a vontade de ir pro hospital e pedir analgesia. Mas não pedi, imaginando como seria ter meu bebê em casa, precisava aguentar até a hora de ir pro hospital. Minha Enfa fez um toque e eu não quis saber, já havia combinado, pois poderia ser frustrante pra eu saber que estava a tantas horas em pródromos e sem dilatação (e realmente estava, depois ela me contou que eu estava com 1cm por mais de 24h)
Eis que chega a hora de ir pro hospital, já estava com 5 de dilatação (soube depois), mas as contrações vinham uma em cima da outra e uma vontade enorme de fazer força e assim foi o percurso até o hospital, minha bolsa estourou e incontrolavelmente fazendo força, estava no expulsivo.
Chegamos 1:27 da manhã de sábado toda equipe já nos aguardava, quase pari em pé, daí surge a banqueta maravilhosa que me deixava mais confortável de cócoras  e a cada contração o Artur estava mais próximo de chegar!

 

Comecei a concentrar a força puxando os braços do Miquéias, quando senti o “circulo de fogo” e eu na partolandia, sentindo meu corpo, não havia mais contrações, somente aquela ardência da cabeça coroando e naquela luz baixa e um clima quente eu só ouvia que ele estava ali e tinha cabelo.  E com o incentivo da equipe eu fui sendo levada pelo meu próprio corpo e em meio a mais uma força, como um foguete as  1:57h do dia 15/09 nasce Artur, lindo, rosado, esbanjando saúde apgar 9 e 10 e eu super preocupada com ele, mas glorificando a Deus pois eu e ele conseguimos da forma natural, aquele cheirinho de parto, todo molhadinho, meu Deus, somos sublimes. Veio direto pro meu colinho sem nenhuma intervenção, pude amamentá-lo, Miquéias cortou o cordão após parar de pulsar.

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A médica foi me examinar, havia uma laceração no períneo, eu não estava sentindo nenhuma dor e claro achei super normal, poderia acontecer e durante o procedimento de sutura ela observou que a laceração também foi interna de grau 4, muito raro de acontecer, um bebê de 2540kg e 46cm pequeno dificilmente causa uma laceração de 4°grau, que me causou uma grande hemorragia, fiquei sendo monitorada durante o procedimento de sutura, foi tão grande que tive que receber uma peridural e esperar os exames de sangue pra saber se eu iria precisar de transfusão sanguínea.
E graças a Deus não precisei.

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Duas semanas após convivendo com uma anemia que me deixou extremamente fraca, com dores de cabeça e muito cansaço que nem meu filho estava conseguindo segurar em pé.
Todo esse susto comigo, mais uma vez pude ver as mãos de Deus sobre a minha vida. Através do meu filho, Deus em todo momento vinha me livrando. Se o meu parto fosse domiciliar essa hemorragia poderia acontecer em casa e eu iria precisar de transferência com urgência. Deus é bom o tempo todo e colocou uma equipe maravilhosa em meu caminho para me orientar da melhor forma. Tenho muita gratidão a Deus pela vida de todos que oraram e clamaram a Deus por nós!
E se me perguntasse qual via de parto eu escolheria? Sem dúvida o natural e humanizado!

 

Toda via de parto tem riscos, as informações que faz você ter escolhas conscientes. As lacerações acontecem, umas simples que nem precisam de pontos e outras como eu tive, raro. Não tem como prever. Eu não me arrependo de nada, realizei um sonho idealizado. Eu creio que tudo tem um propósito e mais uma vez Deus mostrou que Ele faz a obra da maneira que Ele quer e não do meu jeito e vivo o que Ele tem pra mim. E nem tudo que nos leva a viver o melhor, terá um caminho de alegrias.
Confie em Deus e acredita em você.
Toda honra e glória a Deus. Ele tem cuidado de nós!
Agradeço em especial a minha Irmã que em todos os momentos esteve ao meu lado @kennyasoffia

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