Temos que falar sobre elas

Temos que falar sobre elas

Essa semana, a página Temos que falar sobre isso publicou um relato de uma enfermeira obstétrica (anônima) que mexeu muito com a gente. Sensibilizadas, nos identificamos com cada frase dita e choramos pela triste história de Joana. Na nossa vivência, todos os dias vemos Joanas. Todos os dias vemos mulheres em seu momento mais frágil – que deveria e tinha tudo para ser o momento mais poderoso – serem roubadas de seus protagonismos, direitos, dignidades.

Cada vez que um relato como este ganha visibilidade, fica ainda mais claro que é necessário acolher. Primeiro a mulher, a mãe. Em seguida, sua família – seu filho recém-nascido e seu/sua acompanhante. Mas também é importante abraçar os profissionais que sofrem junto com a vítima e que não compactuam com essa forma cruel de pensar e agir. O empoderamento das enfermeiras também é necessário.

E, para além de classes ou categorias, é urgente combater a violência obstétrica como um todo. Engana-se quem pensa que só o médico é autor desse tipo de agressão. A violência está institucionalizada, padronizada e é perpetuada até mesmo por quem já a sofreu. Não há um único culpado; todos somos responsáveis. Mas há luz no fim desse túnel! Profissionais bacanas, unidos por uma causa em comum, aliados a mulheres empoderadas, bem informadas e aptas a fazerem escolhas conscientes, formando uma rede de apoio que só cresce. Para que não exista mais nenhuma Joana pelos hospitais do Brasil.

Leia aqui o relato completo.

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